Ciência

Síndrome de Burnout: Esgotamento profissional é reconhecido como doença OMS

por: Vitor Paiva

Adoecer de tanto trabalhar pode parecer um exagero por pessoas mais atarefadas ou estressadas, mas é, em verdade, uma condição real. Trata-se da Síndrome de Burnout, um estado que se desdobra do esgotamento profissional, e que pode provocar nervosismo, dor de barriga, cansaço, tortura, falta de apetite, e mais – e que acaba de ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como uma doença real, incluída na Classificação Internacional de Doenças, descrita pela OMS como “uma síndrome resultante de um stress crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”.

O nome “burnout” faz uma analogia com a combustão, que em inglês também quer dizer o ato de dirigir até o combustível acabar. Segundo a OMS, trata-se de uma “síndrome ocupacional”, que esgota o paciente por conta de situações vividas no ambiente de trabalho. Excesso de tarefas ou cobranças, de competição, de responsabilidades, e mais – tudo isso é reconhecido como causa da Síndrome de Burnout. Vale lembrar que outros contextos de stress, como problemas financeiros ou familiares, não se enquadram nessa síndrome em específico.

Além dos sintomas supracitados, outra reação é natural para quem está sofrendo da síndrome: a absoluta ausência de vontade de trabalhar. O tratamento recomendado é mesmo a terapia, exercícios, além, é claro, de investimento em lazer e no prazer fora do trabalho. Sair com os amigos, viajar, ir ao cinema ou qualquer outro hábito preferencial, que não tenha a ver com a pressão profissional, é sempre recomendado – eventualmente mudar de emprego, se possível, pode ser o melhor remédio.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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