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Diretor de ‘Chernobyl’ pede respeito após selfies e nudez em zona de exclusão

por: Redação Hypeness


O sucesso de Chernobyl provocou um movimento incômodo. Turistas invadiram a zona de exclusão para fazer selfies sorridentes em meio ao abandono. Como mostrou a BBC, o fato provocou reações de Craig Mazin.

O criador do seriado exibido pela SKY e HBO pediu “respeito” com o pior acidente nuclear da história. “Se comportem com respeito por todos que sofreram e morreram”, escreveu no Twitter.

– Série ‘Chernobyl’ é relato poderoso do que acontece quando duvidamos da ciência

A corrida dos selfies irritou o diretor de ‘Chernobyl’

Limite e sensibilidade não apareceram e uma pessoa chegou a tirar um fotografia seminua. Craig admite alegria com a repercussão e o aumento do fluxo de visitas ao local, que fica na Ucrânia. “Maravilhoso”, ressalta. Ele, no entanto, pontua que é preciso lembrar “que uma terrível tragédia ocorreu ali”.

– A série ‘Chernobyl’ foi gravada onde ele mora por isso resolveu compartilhar algumas fotos

– Animais prosperam mesmo vivendo na zona de exclusão de Chernobyl

Desde o acidente nuclear de 1986, Pripyat passou de 60 mil habitantes para uma cidade-fantasma. Parece que o tempo parou no lugar antes controlado pela extinta União Soviética. A concentração de elementos radioativos é tão grande, que não será possível viver lá pelos próximos 24 mil anos.

O hype mostrou força em 2018, quando a cidade recebeu 60 mil turistas. Mesmo assim, o acesso ainda depende de autorização especial – geralmente concedida a residentes e trabalhadores. Interessados em conhecer as ruas agora inabitadas precisam de equipamentos especiais, como máscaras e contadores de radiação.


Risco ignorado por influenciadores digitais, que desde o lançamento da série, contribuíram para aumento de 30% na procura por esse tipo de turismo. Reservas para o verão europeu subiram 40%.

Pripyat só abriu para visitação pública em 2011. O acidente nuclear causado por explosão de um reator em uma usina de Chernobyl matou 31 pessoas diretamente. O número total de mortes por causa do desastre não é certo. A ONU estima em 9 mil e o Greenpeace acredita em 200 mil óbitos. Há ainda 5 mil casos confirmados de câncer na tireoide, maioria tratado e curado.



 

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Fotos: Reprodução/Instagram


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