Tecnologia

Circo alemão troca animais de verdade por hologramas em 3D

por: Vitor Paiva

Anacrônico e cruel, o uso de animais em espetáculos circenses não só tornou-se proibido em diversos países, como passou a ser rejeitado de modo geral pelo bom senso do público e de empresas, que retiraram o apoio a shows do tipo. Se o show não pode parar mas os maus tratos e o abuso com animais não pode mais acontecer, um circo alemão encontrou uma alternativa espirituosa, interessante e não menos espetacular: ao invés dos tristes animais de verdade, hologramas em 3D dos mesmos animais.

Cavalos, elefantes, peixes, leões são projetados no picadeiro, misturando-se aos trapezistas, palhaços, mágicos e malabaristas tradicionais. Trocando a maldade pelo incrível efeito da tecnologia, o Circo Roncalli se baseia não só nos modernos projetores de hologramas como em algo que há de sobra nos palcos circenses para garantir o incrível efeitos dos animais 3D: a imaginação.

Fundado em 1976, o Circo Roncalli investiu quase dois milhões de reais em tecnologia e equipamento para levar os animais 3D para debaixo de sua lona. Os animais são projetados em hologramas de 360 graus, por todo o palco de até 32 metros por 4 metros de profundidade. Até para formar de espetáculo seculares como o circo o futuro chega – e com ele, a tecnologia em seu melhor uso: fazendo do mundo um lugar menos cruel.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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