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Contra Previdência, Greve Geral deve parar metrô, trem, ônibus e bancos

por: Redação Hypeness

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A Greve Geral marcada para sexta-feira (14) deve contar com adesão de setores nevrálgicos da sociedade. Pelo menos 16 entidades confirmaram presença. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) oficializaram adesão aos atos contra a reforma da Previdência.

Representante dos trabalhadores de São Paulo, Osasco e região, o Sindicato dos Bancários também se juntou ao movimento. Eles dão corpo ao grupo que conta ainda com metroviários, ferroviários, professores, metalúrgicos, químicos, servidores públicos e trabalhadores em geral.

Analistas enxergam perda de direitos no longo prazo

“Bancários aprovaram, em assembleias, a participação na greve contra a retirada de direitos. Vamos às ruas lutar contra o fim da aposentadoria e o desmonte dos direitos previdenciários e em defesa dos bancos públicos”, se pronunciou Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O impasse prevalece em setor importante para a mobilidade de São Paulo. A Justiça acatou liminar de Metrô e CPTM contra a greve de metroviários e ferroviários. A paralisação pode afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha. Nos trens, ramais 8-Diamante, 9-Esmeralda, 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e o monotrilho da 15-Prata.

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A liminar atende pedido da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo para que 80% dos funcionários do Metrô e CPTM trabalhem no horário de pico e 60% ao longo do chamado horário normal.

“Nós já decidimos pela greve e não podemos mudar a decisão já tomada pela categoria. Liminar sempre tem. Estamos acostumados”, falou ao jornal Agora Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato dos Metroviários.

Ainda na capital paulista, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) marcou manifestação para às 16h, no Largo da Batata, Zona Oeste da cidade.

Em Salvador, o transporte público também deve parar por 24 horas contra a Nova Previdência, cortes na educação e desemprego. Fábio Primo – presidente em exercício do Sindicato dos Rodoviários da Bahia -, disse à Tarde que “não haverá nenhum tipo de transporte público circulando em Salvador na sexta-feira”.

Quem ganha com a reforma?

A Nova Previdência concentra todas as apostas de Jair Bolsonaro (PSL) e da equipe econômica comandada por Paulo Guedes. Por outro lado, existe o temor de analistas sobre a perda de direitos em longo prazo, sobretudo pela precarização de condições de trabalho e aposentadoria.

16 entidades devem ir às ruas contra Nova Previdência

Economistas enxergam com ressalvas o estabelecimento de tempo mínimo de contribuição de 20 anos idades mínimas de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Hoje são 15 anos de serviços prestados para quem se aposenta por idade ou 35 anos de contribuição para homens e 30 para mulheres.

O endurecimento da concessão de aposentadorias rurais também é alvo de críticas. Trocando em miúdos, a camada mais pobre vai pagar a conta. 

“Quem menos tem prejuízo, com a proposta do governo, é o rico, que já tem emprego fixo e mais condições de completar o tempo mínimo exigido de contribuição”, explicou ao Estado de Minas o advogado Diego Cherulli, especialista em Previdência.

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Fotos: foto 1: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/foto 2: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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