Inspiração

Da Baixada Fluminense a Paris: ele aprendeu francês com refugiados e passou na Sorbonne

10 • 06 • 2019 às 05:29
Atualizada em 01 • 10 • 2019 às 18:37
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Elian Almeida é o caçula de cinco irmãos. Nascido na Baixada Fluminense, ele foi o primeiro de sua família a entrar para a universidade. Após aprender francês com refugiados, obteve o aceite para um intercâmbio de um ano na Sorbonne e está pronto para fazer as malas para Paris.

O jovem mora em Duque de Caxias e é estudante no Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou como cotista após ser aprovado em outros três cursos em universidades federais. Durante a formação, ele foi estagiário no Museu de Arte do Rio. Após os dois anos do contrato terminarem, Elian foi efetivado a educador na instituição, onde trabalha até hoje, desenvolvendo pesquisas sobre arte, história e cultura visual.

Foto: Reprodução Instagram

Quando decidiu aprender francês, buscou grupos de refugiados no Rio de Janeiro que pudessem lhe ensinar o idioma. Estudou assim por quatro meses e se dedicou a outros seis meses de estudos de forma independente. Após pouco mais de um ano de dedicação, o educador obteve sua proficiência na língua francesa.

Elian Almeida

Foto: Divulgação/Daniela Paoliello

Com o diploma em mãos, inscreveu-se para um intercâmbio na Sorbonne. A carta de aceite para estudar na universidade francesa chegou no dia 31 de maio e, com ela, o desafio de custear a viagem ao país.

Para tornar esse sonho possível, Elian criou uma vaquinha virtual. O objetivo inicial era arrecadar R$ 20 mil para custear os gastos com passagens, visto, documentação e os primeiros meses de moradia. Em pouco mais de uma semana, o apoio ao estudante já superou a meta inicial, somando R$ 23 mil em contribuições. A vaquinha permanece aberta até 15 de julho.

Foto: Reprodução Instagram

Entendo a minha aprovação na Sorbonne como um ato político. E que a minha produção acadêmica não seja parte de um projeto único e exclusivo para mim, mas um caminho para troca de saberes e partilha da minha experiência para pessoas que assim como eu, almejam um dia adentrar uma Universidade pública e de qualidade“, diz a página da vaquinha.

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