Ciência

Encontraram evidências que os humanos fumam maconha há 2,5 mil anos

por: Vitor Paiva

O uso de entorpecentes e substâncias psicotrópicas é algo ancestral para o ser humano. Em especial o uso da maconha faz parte dos hábitos preferidos da humanidade há muito tempo – mas uma descoberta em um sítio arqueológico no extremo oeste da China confirma que tal uso é ainda mais antigo do que se imaginava. Em um cemitério do século 5 a.C., nas montanhas de Pamir, na fronteira com o Tajiquistão, um conjunto de dez braseiros de madeira foi encontrado, nos quais eram colocadas pedras incandescentes diretamente do fogo para queimar a maconha.

Um dos braseiros de maconha encontrados

Com cerca de 2,5 mil anos, tais braseiros são o mais antigo indício do uso de maconha pelo ser humano noticiado até hoje. Os arqueólogos da Academia Chinesa de Ciências, responsáveis pela descoberta, concluíram que a erva era queimada e inalada durante velórios, como parte de rituais. Não há, ainda maiores conclusões sobre as motivações e significados do uso da maconha no local. O cemitério descoberto fica a 3 mil metros acima do nível do mar.

Uma das covas no cemitério onde os braseiros foram encontrados

Para analisar os braseiros e confirmar a presença de resquícios de maconha nos objetos, os cientistas utilizaram uma técnica chamada “Cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas”- um nome complicado para um método capaz de identificar quantidades realmente minúsculas de qualquer molécula sobre qualquer superfície. A descoberta de que há 2,5 mil anos o ser humano já utiliza a maconha foi publicado no periódico científico Sciences Advances.

Outro braseiro encontrado

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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