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Festival Path transforma Avenida Paulista em uma mini cidade da inovação e da criatividade

por: Redação Hypeness

Por Gabriela Rassy e Rafael Oliver

O maior e mais diverso festival de inovação e criatividade do país. A sétima edição do Festival Path ganhou novos ares, desta vez movimentando espaços no entorno da Avenida Paulista. Por ali, experiências em educação, entretenimento e negócios ocupavam espaços da Casa das Rosas à Praça Alexandre de Gusmão, passando pelo Homs, Maksoud e Tivoli.

Embora tenha sido realizado em diversos endereços simultaneamente, tudo ficava muito próximo, num formato ideal para transitar pela Cidade Path a pé. Muitas das atividades aconteceram ao mesmo tempo e coube aos espectadores fazerem a escolha de onde ir e que tipo de atração curtir.

Entre a programação, palestras, painéis, entrevistas, debates e papos, além de shows, filmes, workshops, feira gastronômica, feira de negócios, feira maker, feira de games, entre outras atividades. Nós fizemos um roteiro de dois dias a quatro mãos (e pés!) para circular entre as atividades e te contar o melhor que rolou:

Empreendedorismo Feminino

A palestra “Mulheres no comando: um guia para profissionais femininas que querem empreender e liderar projetos” foi absolutamente inspiradora. Ana Bavan, advogada estrategista em negócios e fundadora da Feminaria, liderança e desenvolvimento humano, abriu o papo com toda sua articulação trazendo a mulherada toda para cima. Com ela, Deborah de Mari, do Força Meninas, e Viviane Duarte, da Plano Feminino, falaram sobre a potência do gênero feminino.

Mais da metade dos negócios abertos no Brasil são liderados por mulheres. Elas têm alçado voos maiores e mais ousados, mas ainda há espaço para aumentar o número de mulheres líderes. Especialistas em empreendedorismo feminino, elas deram dicas para mulheres se sentirem cada vez mais à vontade para abrir a própria empresa.

“Quando a gente começa a perguntar o por quê das coisas ou por que elas são feitas dessa forma, a gente começa a se transformar e a chegar nos lugares que a gente quer”, aconselhou Ana. Já Viviane falou sobre a integridade na hora de cuidar da saúde financeira da empresa. “Chega uma nota de 30 mil reais de imposto. Aí você faz o quê? Paga. Assim que você vai fazer as coisas girarem em um empreendedorismo que você fez de forma correta”, disse.

Trabalho Remoto e o Futuro das Empresas

O Hypeness organizou uma mesa que foi o maior sucesso no Path. Reunindo diferentes profissionais, a “Equipe na nuvem: trabalho remoto no presente e no futuro das relações profissionais” falou sobre como o trabalho remoto (ou home office) vem se firmando como tendência global e está ganhando espaço também no Brasil.

De acordo com um levantamento feito pelo Ibope em 2018, trabalhadores remotos já representam 20% de todos os profissionais, e a tendência é que esse número continue crescendo. O trânsito das grandes cidades, os custos operacionais, as mudanças na nossa relação com o tempo, a tecnologia. São muitos os fatores que motivam uma empresa (ou um profissional) a apostar no home-office.

Mas afinal, trabalho remoto é melhor do que trabalho presencial? Para Priscila Pacheco, da Agência Mural, Camila Weber, da We Work, e Gustavo Franceschini, da Goal.com, as vantagens são maiores. Os convidados falaram sobre o isolamento no trabalho fora do escritório, mas também na liberdade de horário.

“Para além desse contexto de ter espaços diferentes para trabalhar, nós trabalhamos com vários fusos horários diferentes. O que costumo fazer com relação à produtividade, é estabelecer uma relação de muita confiança com o time”, disse Camila. Tendo confiança como base, não importa que horas a pessoa vai trabalhar e sim as entregas e a qualidade do trabalho.

O time editorial do Hypeness, por exemplo, é 100% remoto. A experiência mostra que a confiança é mais importante do que a presença física dos funcionários e colaboradores. Na sala do Path, muita gente trabalhava remotamente em diferentes sistemas: freela, PJ e CLT. Tantas realidades renderam uma boa conversa de mais de 1 hora com muitas trocas de experiências.

Hortência e suas lições

Hortência contou sobre suas conquistas e falou sobre sua vida profissional e pessoal na palestra “Lições de uma vida: estratégia, valores e a atitude da melhor jogadora de basquete do Brasil”. E logo de início, explicou que para ganhar um status desse tamanho é necessário mais que talento: “muita prática e muito foco”, garante a ex jogadora, que revelou fazer exatos 1000 arremessos por dia para atingir a perfeição na época em que atuava. Hoje, sente fortes dores no ombro, que segundo ela, são dores boas, pois a fazem lembrar dos bons tempos de jogadora: “Se não ralar não vai rolar. Se não doer, não vai chegar”.

Ao falar sobre a infância e a iniciação no basquete, Hortência mostrou uma foto da época, de bolsa, cabelo arrumado e vestido: “Olha que ridículo! Eu queria mesmo era brincar com os meninos, ganhar na corrida, no rolimã. Brincar de boneca? No way! Queria competir com quem podia competir comigo”, disse a maior pontuadora da seleção.

Questionada sobre sua falta de ambição pela seleção brasileira, ela explicou que sua meta no esporte era outra: “Eu tinha como principal objetivo não perder. A derrota pra mim é insuportável. Mais importante do que ganhar, é não perder.”

A importância do lixo

Montado na praça Praça Alexandre Gusmão,  assinado pela marca Coca-Cola, o Viva Mais Retornável esclareceu dúvidas sobre o processo de fabricação e o ciclo das garrafas, que dura até 25 idas e vindas e, ao final da vida útil, são encaminhadas para a reciclagem. Para estimular a mudança de hábito, o público que visitou o lounge pode levar para casa uma ecobag com uma garrafa retornável de Coca-Cola, além de compartilhar a área de convivência com mesão disponível para troca de experiências, bate-papo e refeições ao longo do dia.

Também aconteceu um debate pra falar sobre o assunto na palestra “Inovação a partir do lixo”. Foram apresentados três diferentes olhares de como é possível transformar resíduos em negócios, com debate de Thais Vojvodic, gerente de sustentabilidade de Coca-Cola Brasil, Daniela Lerário (Triciclos), Mundano (Pimp My Carroça) e mediação da jornalista Flávia Oliveira.

O som da Diversidade

O Path não só trouxe conhecimento em forma de conversa, mas também embalado pelos bons ventos da nova música. Pelo palco instalado na Praça Alexandre de Gusmão, pertinho do Parque Trianon, passaram algumas das melhores bandas do cenário da (de fato nova) música brasileira.

Só no sábado, o palco recebeu a maravilhosa Potyguara Bardo, cantora e compositora de Natal, que ficou conhecida por seu engajamento político e estética psicodélica. Na sequência, mais Rio Grande do Norte com a banda Luísa e os Alquimistas, mistura música eletrônica nordestina, passando pelo soul e por influências jamaicanas.

Já Fabriccio, um dos mais novos nomes da mpb e do R&B nacional, trouxe repertório e sonoridade plural ao Path. Craca e Dani Nega atacaram com sua fusão de rap com música eletrônica, com muita poesia e pé no peito. Encerrando os shows de sábado, ninguém menos que Carne Doce e a apresentação hipnótica da cantora Salma Jô tomaram o palco.

A programação de domingo não ficou por menos e trouxe a delicadeza da Tuyo, o lacre da Quebrada Queer, a urgência da Mulamba e o tributo a Tim Maia com BNegão e Black Mantra. Pesado do início ao fim!

7 anos de muito Path

Criado pelo O Panda Criativo, o Festival Path tem como objetivo conectar e inspirar a comunidade criativa do Brasil e estimular o diálogo entre pessoas que desejam inovar a forma de pensar e agir. E foi assim que rolaram os dois dias cheios de programação imersiva, inclusiva e toda trabalhada da diversidade. No próximo estaremos lá de novo, contribuindo para o debate e para a evolução!

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Fotos: Gabriela Rassy


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