Ciência

Fiocruz vai produzir no Rio remédio usado em tratamento do HIV

por: Vitor Paiva

Investir em ciência e pesquisa não só é um excelente negócio financeiramente falando – sendo o mais eficaz meio para um país efetivamente crescer a longo prazo – como pode melhorar e salvar milhões de vidas. A prova disso é a novidade anunciada pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, de que a instituição passará a fabricar sozinha o medicamento Duplivir, utilizado no tratamento do HIV, antes produzido numa parceria entre a Fiocruz e laboratórios privados. A mudança representará uma economia de 10% para o governo federal de um montante anual grandioso.

Nos últimos cinco anos, o Ministério da Saúde adquiriu cerca de 368 milhões de unidades do Duplivir, e a participação da Fiocruz na parceria pela fabricação do antirretroviral já representou uma economia de mais de 250 milhões de reais aos cofres públicos – e essa economia pode aumentar ainda mais: no início do ano 30 milhões de unidades do remédio já foram fabricadas exclusivamente pela Fiocruz, e até o final do ano espera-se que esse número chegue a 75 milhões.

Pesquisadora da Fiocruz com o medicamento

O Brasil possui um programa de combate à Aids visto como referência em todo o mundo, e a novidade significa ainda melhores notícias em tal campo: o domínio da produção de medicamentos barateia os remédios, oferecendo assim maior acesso aos tratamentos para a população, e ainda gera empregos e renda. A fabricação autônoma do medicamento pela Fiocruz ainda aguarda uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e deve começar a ser realizada a partir de agosto.

Sede da Fiocruz no Rio de Janeiro

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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