Tecnologia

Impressora 3D pode reconstruir peças do museu nacional usando cinzas

por: Gabriela Glette

No dia 2 de setembro de 2018, um dos museus mais importantes do Brasil foi quase todo destruído por um incêndio. Os três andares do Museu Nacional – no Rio de Janeiro, viraram cinza, assim como um dos maiores acervos em pesquisa em história natural e antropológica da América Latina. Entretanto, a tecnologia está aí para nos ajudar e é exatamente isto que ela está fazendo. Pesquisadores estão construindo réplicas em impressora 3D, com as próprias cinzas dos originais.

incendio museu nacional 1

Entre as centenas de itens que vem sendo feitos, está o crânio de Luzia, amuletos egípcios, um fóssil de crocodilo, vasos milenares e o caixão de uma múmia. Todas as peças estão sendo montadas em tamanho original. O grupo responsável é formado por profissionais das mais diversas áreas, como pesquisadores do museu, além da cooperação de órgãos internacionais com experiência em tomografia e impressão 3D.

incendio museu nacional 2

Este trabalho só é possível, porque boa parte do museu já vinha sendo digitalizada nas últimas décadas. A ideia de reaproveitar o material resultante da tragédia surgiu de Sergio Kugland – diretor do museu entre 2003 e 2010 e integrante da força-tarefa. Usar a palavra sorte é ser otimista demais neste caso, que destruiu a coleção mais importante do Brasil. Porém, oremos para que o museu renasça das cinzas. Literalmente.

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Fotos: divulgação


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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