Viagem

‘Se quer levar mais de 10 kg de bagagem, pague, pô’, diz Bolsonaro

por: Redação Hypeness

Bolsonaro, mais uma vez, voltou atrás. O presidente vetou a bagagem gratuita para passageiros em trânsito nos aeroportos brasileiros. A confirmação veio na manhã desta terça-feira (18) e o político ironizou.

“Com todo o respeito, quer fazer uma viagem e vai usar mais, vai levar mais de 10 quilos, acho que…Se quer levar mais de 10 quilos, pague, pô, sem problema nenhum”, declarou o presidente.

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A pressão das companhias aéreas foi grande, Bolsonaro não resistiu e vetou medida provisória (MP) que determinava a gratuidade de bagagens de até 23 quilos em voos domésticos em aeronaves com mais de 31 lugares.

O presidente, pra variar, mudou de opinião

Com isso, as empresas podem retornar o padrão de cobrança para malas despachadas. O bolso só terá alívio com bagagens de mão de até 10 kg.

“As empresas menores alegavam que seria um empecilho. Você faz as contas. Eu fiz uma conta para um avião com 200 pessoas, 20 quilos a mais para cada um, é um gasto a mais. O que acontece, eu sempre viajei sem mala no avião. Então, eu estaria pagando pelos outros”, justificou.

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Caneladas

Como de costume, Jair Bolsonaro mudou de opinião. Durante café com os jornalistas no dia 23 de maio, o político flertou com a medida provisória. “Meu coração é por manter”, declarou.

O presidente ainda deixou claro que a alteração não resultou na redução do valor das passagens. “Vou resolver aos 48 minutos do 2º tempo”.

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Viajar no Brasil está difícil. O país, que chegou a sonhar com a democratização dos aeroportos, volta aos tempos em que pobre não pisava no avião. O pedido de recuperação da Avianca piorou o cenário. Desde o anúncio da companhia colombiana, o preço das passagens subiu 14%. O que contradiz o discurso das empresas, que associaram a cobrança extra de bagagem com a redução dos preços dos bilhetes. Não rolou.

O cenário é ainda pior no longo prazo. Em 21 meses, os tickets aumentaram, em média, 35,12%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Foto: Marcos Corrêa/PR


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