Diversidade

Trump e mais 25 homens se reúnem para decidir programas para mães e gravidez

por: Redação Hypeness

A fixação de líderes mundiais (todos do sexo masculino) em controlar a vida das mulheres esteve, mais uma vez, representada em uma fotografia compartilhada pelo vice-presidente dos Estados Unidos. 

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Mike Pence foi ao Twitter para se gabar de um projeto que pode dificultar o acesso de norte-americanas ao sistema de controle de natalidade. São 25 homens, todos brancos, discutindo o presente e futuro de mulheres.  

“Aqui está a imagem de líderes negociando controle de natalidade e aborto. Perceberam algo?”, questiona a Planned Parenthood – organização de saúde da mulher.

A imagem é de 2017, quando Trump e Pence se encontraram com 30 membros da ‘Freedom Caucus’, bancada composta por congressistas republicanos conservadores, para discutir um novo plano de saúde para ocupar o lugar do Obamacare.  

“Feliz em encontrar [Trump] para reunião com o Freedom Caucus. É isso. #AproveALei”, escreveu o vice. 

A lei deveria ter sido debatida em 2017, mas enfrentou resistência da direita e esquerda. Os conservadores se sentiram incomodados com exigências impostas para grandes empresas. Curiosamente, as que afetam a vida de mulheres. 

Trump é obcecado pelo Obamacare

Como plano de saúde para gravidez, maternidade e puerpério, cobertura para câncer de mama e da coluna cervical. Além acompanhamento da saúde mental, abuso de drogas e doenças crônicas. 

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Os republicanos se defendem dizendo que a imposição fere a liberdade de escolha e contribui para o aumento dos preços. Por outro lado, críticos como a jornalista Kelly Weill consideram uma questão de saúde pública. 

“Isso vai matar mulheres mais pobres”, escreveu no Twitter. 

A eliminação do Obamacare é, talvez, junto com o muro na fronteira com o México, duas das maiores obsessões de Donald Trump. O caso deve parar na Suprema Corte, já que o presidente acusa o dispositivo de inconstitucionalidade. 

O Obamacare deu aos mais pobres acesso ao sistema de saúde

O projeto sancionado em 2018 abre uma brecha para o acesso ao sistema de saúde norte-americano. A lei exige que qualquer pessoa que more nos Estados Unidos integre um plano de saúde, sob pena de multa. O projeto de Obama impediu a variação de preços, prática comum entre as seguradoras. 

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) aponta que 60% das mortes maternas e complicações da gravidez poderiam ser evitadas. O órgão do governo dos EUA publicou em maio que 700 mil mulheres morrem por ano no país. 

Entre as principais causas estão atraso de diagnóstico de doenças e falta de acesso aos planos de saúde. 

Defensora da democratização da saúde, Alexandria Ocasio-Cortez deu exemplo pessoal para ilustrar a disparidade. Antes de se tornar uma das líderes políticas mais importantes dos Estados Unidos, a jovem trabalhava como garçonete no Bronx, em Nova York. Na época, pagava US$ 1,922, cerca de 7 mil reais ano por um plano. 

Ao chegar em Washington, precisa desembolsar US$ 960, pouco mais de 3 mil por ano. “É frustrante que membros do Congresso neguem que outras pessoas usufruam do que eles próprios se beneficiem. É tempo de #PlanoDeSaúdeParaTodos”, escreveu Ocasio-Cortez no Twitter. 

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Fotos: Getty Images


Redação Hypeness
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