Debate

Vazamento de vídeo íntimo de Fábio Assunção reacende debate sobre crime virtual e dependência química

por: Redação Hypeness

Aconteceu de novo, as redes sociais ficaram agitadas com o vazamento de mais um vídeo íntimo de Fábio Assunção. De cueca, o ator aparece alterado e cercado de mulheres. 

– ‘Não somos super-heróis’. A linda fala de Fábio Assunção sobre dependência química

– Música de Sabotage falava em ‘cocaína no avião da FAB’ nos anos 2000

O conteúdo subiu como um jato e em questão de segundos estava no topo dos assuntos mais comentados do Twitter. Embora alguns tenham optado por tirar sarro da situação, muita gente repudiou a atitude. Não só de divulgar o vídeo, mas de fazer piada com a dependência química. 

De cara, é importante lembrar que disseminar fotos e vídeos íntimos de terceiros nas redes sociais configura crime passível de punição. Quem infringir a lei, seja na internet ou em outros meios de comunicação, pode pegar até cinco anos de prisão

Além de crime, divulgar vídeos não ajuda em nada

Isso vale para os que enviam print screen (foto da tela) via WhatsApp ou em qualquer outra rede social. 

Dependência química 

Não é a primeira confusão na vida de Fábio Assunção, que já admitiu problemas com dependência química. No entanto, a luta de pessoas contra drogas é motivo de chacota recorrente. 

– Hit com nome de Fábio Assunção vai ajudar dependentes químicos

– Ministro causa polêmica ao comparar cocaína em avião da FAB a Lula e Dilma

“Já tive uso exagerado e uma relação obsessiva. É uma coisa que pode acontecer, você não sabe se o uso recreativo vai te levar a isso. Para mim esse assunto já foi, estou em outra fase. É um assunto muito recorrente, tem uma coisa de estigma que tenho que lidar”, declarou o ator no programa ‘Conversa com Bial’. 

Isso se dá, em partes, pela ausência de debates sérios sobre o tema. Falar de drogas ainda é tabu no Brasil. Não devia, já que o Relatório Mundial sobre Drogas de 2015 publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), mostra que 246 milhões de pessoas – pouco mais de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos de idade, usaram drogas ilícitas em 2013. 

São cerca de seis milhões de dependentes químicos no nosso quintal. 3% da população brasileira enfrenta problemas com drogas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o fenômeno com doença crônica progressiva. 

“Estamos ainda muito no começo. Na criação de um modelo do que acontece com os usuários de droga, as campanhas estão numa fase bastante embrionária, mas acho que estão certas ao afirmar que drogas fazem mal. Ficar só nisso, porém, é passar uma informação de saúde ingênua e pobre. É preciso dizer como e por que as drogas são altamente prejudiciais ao organismo para que a pessoa tome uma decisão firme, bem alicerçada, e disponha-se a abandoná-las”, explica ao médico Drauzio Varella Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Concluindo, será que não é interessante deixar os memes e a crueldade de lado para usar a história de Fábio Assunção como trampolim para uma análise ampla sobre o efeito das drogas? 

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Foto: Reprodução/Instagram


Redação Hypeness
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