Diversidade

Alan Turing, gênio matemático castrado por ser gay, vai estampar nota de 50 libras

por: Redação Hypeness

Alan Turing é um verdadeiro transgressor, além de ser um matemático visionário e responsável pelo desenvolvimento da ciência da computação. Condenado por leis homofóbicas do período vitoriano, o britânico vai estampar a nota de 50 libras. 

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O anúncio partiu de Mark Carney, presidente do Banco da Inglaterra, mais cedo nesta segunda-feira (15). Turing tirou a própria vida em 1954, depois de ser submetido a castração química. Seu rosto deve estar nas notas de 50 libras até o final de 2021. 

Alan é considerado o pai da computação

“Alan Turing foi um matemático exuberante e seu trabalho impacta a forma em que vivemos hoje. Como pai da ciência da computação e inteligência artificial, Alan Turing, herói nacional, deu contribuições fundamentais para a quebra de paradigmas. Turing é um gigante”, disse o Banco Central em nota.

Turing foi de grande valia na luta contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O homem trabalhou no Bletchley Park, espaço usado secretamente por criptologistas britânicos para decifrar troca de mensagens entre soldados nazistas. 

Computação moderna

As habilidades de Alan Turing são sentidas até os dias de hoje. Ele é um dos responsáveis pelo desenvolvimento do que viria a ser o computador. Em 1937, o matemático apresentou um projeto considerado a base da computação moderna. 

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O conceito de algoritmo e computação com a máquina de Turing desempenhou papel fundamental na criação do computador. A nota de 50 libras representa sua jornada profissional com um código binário com a data de seu aniversário, 23 de junho de 1912. 

Homofobia e perdão real 

Relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo deixou de ser crime na  Inglaterra e País de Gales apenas em 1967. Condenado, Alan Turing preferiu a castração química a ser mantido sob custódia. Cometeu suicídio aos 41 anos. 

Em 2014, recebeu perdão real. Gordon Brown, então primeiro-ministro, pediu desculpas pelo tratamento do sistema de justiça.

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Foto: Bank of England


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