Debate

Desmatamento na Amazônia cresce 60% e especialistas temem ‘efeito Bolsonaro’

por: Redação Hypeness

A preservação da Amazônia sempre foi motivo de preocupação, no entanto, os números do último ano assustam. Em 365 dias, o desmatamento no pulmão verde da Terra cresceu quase 60%

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Os dados são do sistema DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também mostrou perda de 762,3 km² de mata nativa. Trocando em miúdos, o Brasil atingiu o pior registro desde 2016. Nunca se desmatou tanto, entre janeiro e junho de 2018, 735,8 km² de floresta destruída.

Com Bolsonaro, preservação está em risco

Carlos Rittri, secretário-executivo do Observatório do Clima, afirmou ao jornal o Globo que o Inpe “visa a alertar os órgãos ambientais para que vão a campo para acabar com o desmatamento”, mas, “não detecta o desmatamento em sua totalidade”

“Esses números mostram uma tendência muito forte, mas não permitem dizer que apenas essas regiões foram desmatadas”, explicou Rittri. 

Um dos agravantes, como mostrou em reportagem jornal britânico The Guardian, é o crescimento da criação de gado na Amazônia. Florestas substituídas por pastos e estradas de terra são a tônica de regiões como a Santa Bárbara. 

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A AgroSB Agropecuária é dona de uma área de 145 mil hectares na região. A empresa possui conexões com a JBS, que fornece carne para mais de 150 países. O trabalho investigativo, que conta ainda com a contribuição do Repórter Brasil, mostra uma série de violações, como derrubada ilegal de árvores. O Ibama multou a AgroSB e mais de 18 milhões de dólares pelo desflorestamento na área de preservação de Lagoa do Triunfo. 

O risco do mito 

Especialistas apostam em desmatamento elevado durante gestão de Jair Bolsonaro, que tem o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, réu por fraude ambiental. A esperança de muitos é a postura adotada por países como Alemanha e França, que citaram violações de direitos humanos e ameaçaram embargo econômico durante cobranças públicas para que o Brasil controle a situação na região.

Especialista vê desmatamento irreversível em até 8 anos

À BBC Brasil Paulo Artaxo, doutor em física atmosférica pela Universidade de São Paulo (USP), salientou que destruição da Amazônia pode se tornar irreversível em quatro ou oito anos

“Isso, estamos no meio do caminho. E o restante do caminho pode acontecer nos próximos oito anos, durante dois mandatos de governo Bolsonaro. Reduzir o desmatamento é uma questão absolutamente crucial para a estabilidade do clima do planeta – assim como reduzir as emissões de combustíveis fósseis dos países desenvolvidos. “, ressalta o estudioso da floresta há 35 anos. 

Os números dão medo. Estudos apontam desmatamento de uma área de 40% da floresta original. Isso quer dizer que a Amazônia já perdeu cerca de 20% da cobertura original. 

Bolsonaro, que não gostou nada dos puxões de orelha, chegou a dizer que “a Alemanha tem muito a aprender com o Brasil”.

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Fotos: EBC


Redação Hypeness
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