Tecnologia

FaceApp: Procon-SP aciona Google e Apple para apurar uso de dados

por: Redação Hypeness

O FaceApp foi notificado pela Fundação Procon de São Paulo na manhã desta sexta-feira (19). Informações da Agência Brasil dão conta que Apple e Google – proprietárias das lojas virtuais, também devem esclarecer políticas de coleta, armazenamento e uso de dados de clientes. 

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“Informações divulgadas na imprensa afirmam que a licença para uso do aplicativo contém cláusula que autoriza a empresa a coletar e compartilhar imagens e dados do consumidor, sem explicar de que forma, por quanto tempo e como serão usados. E ainda, essas permissões não estão disponíveis em língua portuguesa”, se posicionou o órgão em nota. 

Com o requerimento, o Procon se alinha ao partido democrata norte-americano, que acionou o FBI para investigar suposta venda de dados para a Rússia – país onde o app é desenvolvido. Apple e Google não se pronunciaram até o momento e o Facebook afirmou que não foi “formalmente notificado”. 

Na prática

Para o Procon-SP, Google Play e Apple Store estariam endossando a controversa política de privacidade do FaceApp. Fernando Capez, diretor-executivo do órgão, manifestou ao G1 preocupação com o emprego posterior da imagem dos usuários por parte das empresas. 

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Na prática, o Procon-SP pretende que Apple e Google retirem tais cláusulas das lojas virtuais onde o aplicativo está hospedado. O FaceApp é desenvolvido pela Wireless Lab, que deixa explícita a possibilidade de utilizar dados pessoais para outras atividades.

“Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e as tendências de uso do serviço. Estas ferramentas reúnem informação enviada pelo seu dispositivo ou pelo nosso serviço, incluindo as páginas da web que visita”, diz o texto institucional da política de privacidade do aplicativo.  

Para completar, a companhia salienta que “não pode garantir a segurança das informações que você transmite ao FaceApp ou garantir que essas informações no serviço não possam ser acessadas, abertas, alteradas ou destruídas”. 

Guerra Fria

O senador democrata Chuck Schumer protocolou pedido de investigação ao FBI e ao FTC – órgão norte-americano de defesa do consumidor. O chefe da minoria argumenta que o FaceApp potencializa risco “à segurança nacional e a privacidade”.

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O FaceApp refutou em nota acusações de apropriação de dados, “não fazemos isso. Só subimos uma foto selecionada por edição”. 

Especialistas pedem cautela e aconselham que o usuário não faça login direto com o Facebook e controle o fluxo de aplicativos baixados.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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