Ciência

Gela em um minuto! Estudantes do DF criam ‘micro-ondas ao contrário’

por: Vitor Paiva

A invenção de três estudantes adolescentes da região de Gama, no Distrito Federal, oferece um resultado simples, porém revolucionário para nosso cotidiano: trata-se de um “micro-ondas ao contrário” que, no lugar de aquecer rapidamente alimentos, é um produto capaz de refrigerar uma lata de bebida, por exemplo, em somente um minuto. Intitulado ColdStorm, a invenção começou a ser desenvolvida em 2017, e foi realizada pelas jovens Adrielle Dantas, Gabrielly Vilaça e Raffaella Gomes com o propósito de não só gelar mas também economizar o consumo de energia.

As três estudantes, criadoras do ColdStorm

As três alunas do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI) utilizaram lixo eletrônico para desenvolver o protótipo há dois anos, e hoje utilizam como base para o ColdStorm os coolers de computadores (sistemas responsáveis por evitar o superaquecimento dos processadores) e pastilhas Peltier (coolers termoelétricos utilizados para aquecer e esfriar objetos). No ano passado as inventoras levaram seu projeto para o Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal, a exposição de ciências da escola e se classificaram para a Exposição de Ciências, Engenharia, Tecnologia e Educação (EXPOCETI), em Pernambuco – onde o “micro-ondas ao contrário” recebeu diversas premiações, como o primeiro lugar em engenharia e o certificado de destaque da Faculdade Imaculada Conceição de Recife e da World International Fairs Association (WIFA).

O sucesso do protótipo do ColdStorm fez com que as jovens recebessem um convite para participar da Muestra Cientifica Latino-americana (MCL), que acontecerá em Trujillo, no Peru, entre os dias 9 e 15 de setembro. Para participar, porém, a equipe precisa finalizar o projeto – o que, segundo Gabrielly, exige um investimento que o grupo não possui. Para conseguirem finalizar o ColdStorm e participarem da Mostra no Peru, as três estão com uma vaquinha online, aberta até o dia 26 de agosto.

“Dentre as nossas metas, a mais importante é conseguir a retroalimentação, ou seja, o protótipo ser capaz de gerir sua própria energia. Onde ainda está em estudo para implementação”, diz o texto de apresentação. “Até agora parte do protótipo foi construído a partir de lixo eletrônico, entretanto, tem-se como proposta o reaproveitamento da maior quantidade possível de elementos dessa natureza. Como exemplo, os coolers reaproveitados de computadores velhos. Com isso o projeto almeja se tornar prático, portátil e sustentável”.

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© fotos: Gabrielly Vilaça


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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