Debate

Governo libera uso de milho e arroz na cerveja produzida no Brasil

por: Redação Hypeness

Contrariando decreto que estabelecia em até 45% o uso de ‘adjuntos cervejeiros’ no lugar do malte, governo federal retira limite do emprego de arroz em cervejas produzidas no Brasil.

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Apesar da publicação do decreto Nº 9.909/2019 na edição de terça-feira (9) do Diário Oficial da União, o Ministério da Agricultura declarou ao Valor Econômico que não haverá mudanças para o uso de milho, arroz e outros cereais. 

Arroz, milho e outros componentes, seguem, segundo o órgão, não podendo ultrapassar 45% do volume de malte. A confusão se deu pela ausência da informação sobre o percentual de 45% no primeiro decerto. No entanto, como já foi dito, o Ministério da Agricultura confirmou o limite. 

Não há interesse em “revogar ou diminuir tal disposição, pelo contrário, estamos trabalhando para diminuir a desinformação quantos aos ingredientes utilizados em todas as bebidas e promover o emprego e valorização das matérias primas características, como o malte”, pontuou o órgão. 

Em nota, o Ministério da Agricultura negou alteração no limite

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A partir de agora, os adjuntos cervejeiros são definidos como matérias-primas substituindo sobretudo o malte ou o extrato de malte na produção da bebida. 

As novas normas aumentam o espaço para a classificação de uma bebida como cerveja. Ou seja, ela pode ser simplificada como “resultante da fermentação, a partir da levedura cervejeira, do mosto de cevada malteada ou de extrato de malte, submetido previamente a um processo de cocção adicionado de lúpulo ou extrato de lúpulo”.

Ao jornal O Tempo, Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), destacou que a flexibilização permite o emprego de novos ingredientes, incluindo os de origem animal. 

“Antes, os rótulos que traziam esses itens eram classificados como bebidas mistas”, explicou. “A partir de agora, entram na categoria cerveja. Essa é uma mudança fundamental e de grande avanço para o universo das artesanais”, encerrou. 

O Ministério da Agricultura deu mais detalhes sobre o fim do registro provisório de um ano, renovável por mais um, para bebidas pendentes de regulamentação. 

“O registro da bebida que não possuir complementação do seu padrão de identidade e qualidade dependerá de análise e autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.

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Foto: José Cruz/Agência Brasil


Redação Hypeness
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