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Grupo de caçadores é alvo de denúncias no Acre e MPF fala em ‘sadismo’

por: Redação Hypeness

O Ministério Público Federal denunciou nove caçadores pelo assassinato de oito onças-pintadas (espécie ameaçada de extinção), 13 capivaras, 10 porcos-do-mato e dois veados. O grupo é acusado pela Justiça Federal por ter cometido crimes, com sinais de sadismo, como caça de animal silvestre, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. 

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O MPF aponta sinais de sadismo no assassinato dos animais

A matança aconteceu durante três meses em 2016. O MPF do Acre revela ter documentos, fotografias, vídeos e aparelhos celulares com registros diversos das caçadas. Durante 90 dias de monitoramento, o grupo se reuniu 11 vezes para caçar. 

O bando é formado por Gilson Dória de Lucena Júnior (médico), Sinézio Adriano de Oliveira Júnior (servidor do Poder Judiciário), Gilvan Souza Nunes (agricultor),  Gisleno José Oliveira de Araújo Sá (agente penitenciário), Manoel Alves de Oliveira (eletricista) e Sebastião Júnior de Oliveira Costa. Todos réus. 

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O MPF aponta tons de sadismo na caça dos animais silvestres

O mais antigo deles é o dentista Temístocles Barbosa Freire. Na ativa desde 1987, pode ter tirado a vida de mais de mil onças-pintadas.

Entre os nove denunciados, cinco respondem por porte ilegal de arma, sendo que um deles é agente penitenciário. Ele caçou com uma espingarda permitida apenas para uso pessoal. 

Se condenados, os réus podem receber penas de prisão e pagar multa. Tudo de acordo com a participação de cada um nos crimes cometidos. 

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Fotos: Reprodução/MPF


Redação Hypeness
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