Sustentabilidade

Mais de 653 ambientalistas foram assassinados no Brasil neste século

por: Redação Hypeness

Quase 700 ambientalistas mortos no Brasil desde o início do século 21, é o que aponta levantamento da Global Witness publicado pelo jornalista Jamil Chade no UOL. 

O resultado da pesquisa faz do Brasil o quarto país do mundo com a maior quantidade de assassinatos. E, desde 2002, o mais perigoso para defensores do meio ambiente. 

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Grande parte das mortes estão relacionadas com o desmatamento predatório que toma conta da Floresta Amazônica. Quem não se lembra do caso da missionária Dorothy Stang, morta em fevereiro de 2005, aos 73 anos, depois de criar um projeto para o desenvolvimento sustentável da região. 

A iniciativa de proteção ambiental resultou no confisco de terras de fazendeiros e madeireiros. O assassinato da missionária foi encomendado pelos fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura, o ‘Bida’ e Regivaldo Galvão, conhecido como ‘Taradão’

Regivaldo, aliás, só foi preso 14 anos depois do crime. Ele estava em sua casa, em Altamira, interior do Pará. Regivaldo foi condenado a 30 anos de prisão em 30 de abril de 2010. Desde então trava batalha judicial. Ele chegou a ter a pena reduzida para 25 anos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou sua detenção em 2017. 

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Falando em briga por terra, a morte do cacique Emyra Wajãpi voltou os olhos para a comunidade habitada por índios que vivem no oeste do Amapá. O caso é investigado pela Polícia Federal e os wajãpi acusam garimpeiros, que segundo eles invadiram a aldeia Yvytotõ, ameaçando moradores e ocupando casas. 

A situação do Brasil é bem diferente da vivida por outros países. No mundo todo, o Global Witness estima que 164 ativistas ambientais tenham morrido em 2018 contra ao avanço de garimpeiros, madeireiras e agricultores. 

O Brasil sempre esteve na liderança desde a criação do ranking há 20 anos. O relatório prevê aumento nas estatísticas em caso de concretização de propostas do governo federal. 

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O próprio Jair Bolsonaro manifestou interesse em regulamentar o garimpo no país. A liberação pode atingir inclusive terra indígenas. O presidente criticou organizações de defesa, que de acordo ele desejam ver índios presos em um “zoológico”, como se fosse um “animal pré-histórico”. 

“É intenção minha regulamentar o garimpo, legalizar o garimpo, é intenção minha, inclusive para índio. Tem que ter o direito de explorar o garimpo na tua propriedade. A terra indígena é como se fosse propriedade dele”, declarou aos jornalistas. 

Para a entidade, medidas prometidas por Bolsonaro, como a abertura de reservas indígenas ao desenvolvimento comercial “já provocou uma série de invasões de terras indígenas por grupos armados de grileiros, com comunidades que vivem com medo de futuros ataques”. 

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Fotos: foto 1: Ricardo Funari/Brazil Photos/LightRocket via Getty Images/foto 2: Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images


Redação Hypeness
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