Debate

‘Médica disse que meu filho estava morto, mas ele nasceu vivo’, casal denuncia negligência de hospital

por: Redação Hypeness

A polícia civil do Distrito Federal está investigando o falecimento de um bebê tido como morto pela equipe médica, mas que nasceu vivo. O mecânico Phelipe Araújo Gomes e a esposa acusam os funcionários do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) de negligência.  

“Antes do parto, uma médica disse que meu filho já estava morto. Mas ele nasceu vivo”, lamenta Araújo. 

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Segundo reportagem do G1, o casal esteve no centro médico em 15 de junho, sexto mês de gestação da mulher em busca de auxílio para conter as dores. Segundo o mecânico, a médica deu o bebê como morto apenas com um toque na barriga da mãe. 

Outras 10 pacientes acusam o hospital de negligência

Gomes assegura que o filho nasceu vivo. O mecânico ressalta que a companheira – que não teve o nome revelado – foi encaminhada para procedimento de limpeza do útero (curetagem) e medicada na sequência e, ainda de acordo com Phelipe, entrou em trabalho de parto nove horas depois. 

Complicações

A apreensão e alegria com o trabalho de parto não duraram muito tempo, porque 1 hora e 40 minutos após deixar a sala de cirurgia para um quarto, um médico disse à jovem que o bebê havia morrido por complicações. A notícia do falecimento foi dada às 23h30. 

“A médica apenas tocou na minha barriga e disse que meu bebê tinha morrido. Sem fazer exames, me medicou. Mais tarde, por volta das 19h, outro médico me examinou, com um estetoscópio, e disse que não conseguia ouvir os batimentos cardíacos. Mesmo assim, meu filho nasceu vivo. Se fosse em qualquer outro hospital ou qualquer outro médico, ele poderia estar comigo hoje”, explicou a jovem ao Metrópoles

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Não é a primeira vez que o Hospital Regional de Samambaia é acusado de negligência. Assim como o casal, outras 10 pacientes registraram queixas contra o HRSam na 26ª Delegacia de Polícia de Samambaia do Norte. O pacote de denúncias contém relatos de mortes de bebês e erros médicos. 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou a abertura de investigação. O G1 revela que ao menos 8 médicos são investigados pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e o Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF). 

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O Metrópoles trouxe à tona a história de Erika Pereira Nascimento. A moça de 25 anos, que perdeu um filho por complicações na gestação, denunciou o HRSam pois, segundo ela, os médicos esqueceram duas gazes utilizadas na cirurgia em seu útero. 

“Eles [médicos] disseram que não tinham como fazer mais nada. Fizeram os procedimentos de internação, mas só fui fazer o parto no dia seguinte, por volta das 5h”. 

Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, afirmou que as acusações estão sendo analisadas e que caso confirmadas, os suspeitos serão punidos. 

A direção do Hospital Regional de Samambaia declarou que “recebeu denúncias envolvendo servidores da unidade. Todas as providências estão sendo tomadas pela direção e pela Superintendência da Região de Saúde Sudoeste”.

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Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal


Redação Hypeness
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