Arte

Um passeio pelas anotações de Leonardo Da Vinci e seu amor pelos animais

Vitor Paiva - 03/07/2019

Possivelmente o maior gênio da história da humanidade, Leonardo Da Vinci já teve sua personalidade dissecada, estudada, explicada e ilustrada tanto quanto é possível, especialmente para alguém que viveu entre os anos de 1452 e 1519.

Em sua última e principal biografia, escrita pelo jornalista e biógrafo norte-americano Walter Isaacson, o pintor, escultor e inventor italiano foi apresentado, em resumo feito pelo próprio autor, como filho ilegítimo, gay, vegetariano, canhoto, muito disperso, ateu e herético. Um estudo por seus próprios escritos, porém, nos permite aprofundar um ponto importante de sua personalidade: seu amor pelos animais.

Detalhe de quadro de da Vinci

Os animais, segundo Da Vinci, são “a imagem do mundo” e, quando comparava outros animais com seres humanos, ele parecia ter uma clara preferência. “Os seres humanos tem muito poder de discurso, o que para a maioria dos casos é vão e falso; animais possuem pouco, mas o usam de forma útil e verdadeira, e uma pequena verdade é melhor do que uma grande mentira”, escreveu em seus livros de anotações. Da Vinci frequentemente comentava como os sentidos animais eram mais poderosos, rápidos, fortes e eficazes, com capacidades extraordinárias como o poder de voar.

Rascunhos de animais desenhados pelo artista

Conhecido por comprar animais enjaulados e liberta-los, um trecho das anotações de Da Vinci sugere a possibilidade, confirmada por seu biógrafo, de que ele seria vegetariano: na passagem, o artista lamenta como nossos estômagos se tornaram “um sepulcro para todos os animais”, e como “nossa vida depende da morte de outras”. Não se tem absoluta confirmação de que ele não comia animais, mas é incontestável o amor de Leonardo pelos bichos – que viviam ao seu redor desde sua infância até o fim da vida, sendo objeto de seus estudos, desenhos e de sua inspiração.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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