Arte

A síndrome que faz com que as pessoas enlouqueçam quando veem obras de arte

por: Gabriela Glette

Do latim – ars, a arte engloba todas as criações realizadas pelo ser humano, com o objetivo de expressar uma visão sensível do mundo, seja este real ou fruto da imaginação. Entretanto, isto é apenas um conceito, uma definição. Muito mais do que isto, contemplar uma obra de arte é conhecer a interpretação da vida sob a perspectiva dos maiores gênios da história da arte e conhecer outros universos. Mas, algumas pessoas entram em um estado de êxtase tão profundo, que acabam enlouquecendo. Este fenômeno é conhecido como síndrome de Stendhal.

síndrome de Stendhal 1

Descrita pela primeira vez em 1817, ela leva o nome do escritor francês Henri-Marie Beyle, que sentiu todos os efeitos da síndrome quando visitou a Basílica de Santa Cruz, em Florença. “Eu caí numa espécie de êxtase, ao pensar na ideia de estar em Florença, próximo aos grandes homens cujos túmulos eu tinha visto. Absorto na contemplação da beleza sublime… Cheguei ao ponto em que uma pessoa enfrenta sensações celestiais”, descreve em seu livro Nápoles e Florença.

síndrome de Stendhal 2

Também conhecida como síndrome de Florença ou hiperculturemia, entre os principais sintomas da doença estão taquicardia, sudorese, palpitações, tremores, tensão emocional, ondas de calor, exaustão e, em casos mais graves, tonturas e vertigem. Segundo a psiquiatra Graziella Magherini, que classificou a doença pela primeira vez – em 1979, 87% dos casos foram entre pessoas que viajavam sozinhas e sempre em lugares repletos de arte e história.

síndrome de Stendhal 4

A síndrome não é tão rara quanto parece. No ano passado, um turista sofreu uma parada cardíaca enquanto contemplava um dos quadros da Galeria degli Uffizi – em Florença, o museu mais visitado da Itália. Conhecer alguns museus, castelos e monumentos, nos coloca frente à frente com a história – não somente da arte, mas da humanidade. Entrar em contato com a máxima expressão artística nos coloca sob uma nova perspectiva. Afinal, somos minúsculos perante a tamanha grandiosidade. No entanto, preste atenção aos sintomas da síndrome de Stendhal!

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Fotos: Unsplash


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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