Ciência

Alemanha incentiva população a ter filhos com dedução de impostos, creches e licenças remuneradas

por: Vitor Paiva

Em 1907, a estimativa sobre o índice de natalidade na Alemanha era tão alta quanto possível: as pesquisas sugeriam que em 1980 o país alcançaria uma população de 200 milhões de pessoas. À época a sugestão era correta, pois a Alemanha vivia um índice alto e uma baixa taxa de natalidade. A realidade, porém, foi radicalmente diferente: no início dos anos 1980, o país tinha um dos piores índices de natalidade do mundo. Como a Alemanha conseguiu contornar essa crise? Um artigo da The Economist oferece algumas respostas para essa questão.

Entre 2006 e 2017, a média de filhos por mulher no país subiu de 1.33 para 1.57 – e, a partir do ano passado, esse número deve subir ainda mais. A crise do envelhecimento em países como Itália e Espanha, que também assolava a Alemanha, aos poucos vai ficando para trás no país – estima-se que em 2050 o país tenha cerca de 58 pessoas acima de 65 anos para cada 100 habitantes, um número ainda alto, mas muito abaixo das 74 pessoas para cada 100 italianos.

Um dos motivos para esse crescimento é o imigração. A abertura do país em receber imigrantes trouxe para a Alemanha culturas que tem como hábito uma família maior, como sírios e afegãos. Esse efeito, porém, tende a passar, pois aos poucos as famílias vão ganhando uma “mentalidade alemã”.

Uma resposta mais estável e duradoura, porém, é no mínimo curiosa: políticas governamentais alemãs tornaram mais fácil ter e criar um filho no país. Pais atualmente podem pedir licenças remuneradas, as crianças têm direito a creches, e até mesmo descontos em impostos para facilitar a criação. Tais novidades políticas vêm retirando a Alemanha de uma crise que assola muitos de seus países vizinhos no continente.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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