Ciência

Cuba passa a distribuir pílula para prevenir a disseminação do HIV

01 • 08 • 2019 às 10:32
Atualizada em 05 • 08 • 2019 às 10:33
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Mantendo sua tradição de vanguarda e investimento direto e irrestrito em saúde pública, Cuba começou a entregar gratuitamente a PrEP, uma pílula de profilaxia pré-exposição – a fim de prevenir a disseminação do vírus do HIV. Ainda em fase de testes, o programa visa reduzir drasticamente a contaminação pelo HIV na ilha e potencialmente no mundo – o oferecimento das pílulas começou em Cuba no último dia 6 de março no município de Cárdenas, em Matanzas.

A pílula reduz a probabilidade de contaminação pelo HIV em 90%, e a escolha do município de Cárdenas se deu pela alta incidência de disseminação no local – onde vivem 234 pessoas com o vírus, com uma média de 30 novos casos por ano. O Brasil é um dos poucos países que também oferecem pílula similar pelo sistema de saúde pública – junto, nas Américas, de Bahamas, Barbados, Canadá e EUA. O programa cubano é realizado em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

As ruas de Havana

Costumeiramente oferecido às vítimas de abuso sexual, a distribuição da PrEP é um complemento importante nos esforços cubanos para conter o HIV. Atualmente cerca de 23 mil pessoas vivem na ilha com o vírus, em uma taxa de mortalidade de 17%. Medicamentos anti-retrovirais e vacinas também são oferecidos em solo cubano – mas os próprios líderes do projeto relembram que o preservativo seguem sendo o método mais seguro e eficaz de se prevenir.

Em 2015, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe pra filho ou filha.

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© fotos: divulgação


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