Ciência

Estudo com 30 anos e 12 mil participantes diz que dieta vegana faz muito bem ao coração

15 • 08 • 2019 às 10:41 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Jornalista, escritor e músico, Vitor Paiva é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade.

Se o gosto pessoal pode ser um critério discutível, a ciência, por sua vez, não é. No vasto debate a respeito da alimentação e principalmente da ingestão de ingredientes e produtos de origem animal, já não restam mais dúvida sobre os efeitos de tais alimentos sobre a saúde humana: uma imensa pesquisa realizada ao longo de três décadas pela Johns Hopkins University, nos EUA, se juntou a tantos outros estudos sobre o tema para mais uma vez comprovar que a ingestão de ingredientes com origem animal aumenta consideravelmente o risco de morte por problemas cardíacos.

A pesquisa atual examinou mais de 12.168 voluntários, a partir de um estudo sobre o risco de endurecimento das artérias, a aterosclerose. Os participantes foram divididos a partir de suas dietas e hábitos alimentares, desde 1987 até 2016. E os resultados são incontestáveis: quanto mais a proporção de vegetais e alimentos à base de plantas, menor o risco de problemas no coração, como insuficiência cardíaca, derrame ou infarto. Aqueles que mantiveram uma alimentação completamente baseada em plantas, como os veganos, reduziram em 32% as chances de um mal cardíaco.

Mas mesmo os menos radicais, que praticaram uma dieta com simplesmente com pouca quantidade de carne, laticínios e ovos, por exemplo, e muitos vegetais, já viram o risco diminuir em 16%. “Nosso estudo sugere que comer uma proporção maior de alimentos à base de plantas e uma menor proporção de alimentos animais pode ajudar a reduzir o risco de ter um ataque cardíaco, derrame ou outro tipo de doença cardiovascular”, afirmou Casey M. Rebholz, um dos autores da pesquisa – que foi publicada no jornal da Associação Americana do Coração.

 

 

 

 

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