Inspiração

Ex-nazista decide remover tatuagens de ódio após se tornar pai

por: Gabriela Glette

Muito mais do que simplesmente colocar um filho no mundo, a maternidade ou – paternidade neste caso, tem um incrível poder transformador. Não são poucos os relatos de pessoas que tiveram suas vidas completamente mudadas depois de ter um filho. Um exemplo claro desta afirmação é o norte americano Bryon Widner, ex-nazista que decidiu não mais compactuar com a violência depois de se tornar pai, tomando a decisão de remover todas as tatuagens de ódio de seu corpo.

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Auto caracterizando-se como ‘sociopata limítrofe‘, aos 14 anos ele se tornou um skinhead e passou 16 anos envolvido com organizações racistas. Co-fundador do Vinlanders Social Club – um grupo de poder branco em Indiana, seu apelido era pit bull. Em pouco tempo, a Vinlanders ganhou fama de violência excessiva e se tornou uma das organizações skinheads racistas de mais rápido crescimento nos Estados Unidos.

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No entanto, as coisas começaram a mudar em 2005, quando o Bryon casou. Um ano depois nasceu seu filho e junto dele a vontade de deixar o movimento nazista. Mas, tomar a decisão foi relativamente mais fácil do que se inseri novamente na sociedade. Com as várias tatuagens intimidadoras e abertamente racistas, ele se viu deprimido e afirmou estar: “totalmente preparado para mergulhar meu rosto em ácido”.

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Foi então que ele conheceu Daryle Lamont Jenkins – uma ativista anti-racista, que a colocou em contato com o Southern Poverty Law Center. Depois de várias semanas de reuniões, os representantes da instituição decidiram que ele estava sendo sincero em seu desejo de se reintegrar completamente à sociedade e concordaram em ajudá-lo a remover suas tatuagens faciais. Então, eles encontraram um cirurgião plástico disposto a realizar o procedimento e um doador anônimo forneceu US $ 35 mil para os procedimentos.

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A remoção completa das tatuagens faciais de Widner levou cerca de um ano e meio, e ele teve que suportar mais de uma dúzia de procedimentos individuais, todos eles dolorosamente dolorosos. Foi então que ele se tornou o tema de um documentário que narra sua história de redenção, chamado Erasing Hate. Além disso, um longa chamado Skin foi lançado recentemente e é uma versão dramatizada de sua história, estrelada pelo ator de Billy Elliot, como o neonazista reformado.

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Abandonando de uma vez por todas o seu passado racista, agora ele espera inspirar outras pessoas que vivem situações parecidas. Em tempos de ódio e polarização política, é sempre bom lembrar que a violência nunca é a saída. Tudo o que precisamos é de amor e compreensão.

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Fotos: AP


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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