Inspiração

Heath Ledger não permitia homofobia no set de ‘Brokeback Mountain’, revela Jake Gyllenhaal

por: Vitor Paiva

Lançado em 2005, “O Segredo de Brokeback Mountain” foi uma produção de fato à frente de seu tempo. Dirigido por Ang Lee, o filme levou às telas uma história de amor comovente e franca entre dois homens em uma produção ligada ao establishment de Hollywood – e mais: entre dois caubóis, símbolos da masculinidade nos EUA. A coragem para mostrar ao grande público esse amor, despido de estereótipos e preconceitos, exigiu de todos os envolvidos uma posição firme – inclusive do elenco. E, segundo agora revela Jake Gyllenhaal, uma das estrelas de “Brokeback Mountain”, seu colega Heath Ledger tomou a causa para si – e não permitia piadas homofóbicas nem no set nem após o lançamento do filme.

Heath Ledger em cena do filme

Segundo Gyllenhaal, o filme provocou diversas “brincadeiras” e comentários de péssimo gosto a seu respeito quando do lançamento, mas nenhuma vinda de Ledger, que sempre se colocou contrário a qualquer preconceito contra a história de forma contundente. “Se alguém quisesse ironizar a história, falar dela em tom de brincadeira ou algo assim, Heath dizia: ‘Não. Essa história fala de amor’”, revelou Gyllenhaal sobre o amigo e parceiro de elenco, falecido em 2008. O filme transformou os dois atores em astros internacionais e em amigos fora da tela: Gyllenhaal é padrinho da filha de Ledger, Matilda Rose.

Jake e Heath no filme

O ator ainda tem dificuldades em falar sobre a perda do amigo, e lembra como “O Segredo de Brokeback Mountain” foi um momento fundamental de sua vida pessoal e profissional. “O filme definiu minha carreira de diferentes maneiras”, acrescentando que é grato por isso. “Esse pequeno filme que fizemos e que significou tanto para nós agora já deixou de ser nosso – é do mundo”, comentou.

“O Segredo de Brokeback Mountain” foi um sucesso de público e crítica, conquistando três Oscars entre diversos outros prêmios internacionais, e sendo selecionado, em 2018, para ser preservado na Livraria do Congresso dos EUA, por seu “significado cultural, histórico, e estético”.

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© fotos: reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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