Diversidade

Karol Conka responde críticas sobre cor da pele do namorado após assumir relação

por: Redação Hypeness


Karol Conka assumiu o namoro de vez. No domingo (4), a cantora publicou nas redes sociais a primeira foto ao lado do boy Thiago Barromeo, guitarrista de sua banda. 

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O caso de Carol pede tudo, menos superficialidade

A fotografia, no entanto, incomodou algumas pessoas que criticaram o fato de Conka estar se relacionando com um homem branco. O caso reforça a importância do debate sobre os efeitos do racismo no Brasil, entre eles a miscigenação.

Deixando ataques covardes e sem educação de lado, o namoro de Karol joga luz sob um assunto debatido, digamos, de forma equivocada por alguns. Existem inúmeras correntes, sobretudo duas, as dos que enxergam o amor preto como ato político e defenda casais afrocentrados. E os favoráveis aos casais interraciais e que não consideram o fator um agravante na luta contra o racismo. 

Karol preferiu não polemizar muito e deu o recado nas entrelinhas. Na segunda (5), ela publicou uma fotografia sorrindo. 

“Bom dia pra você que trabalha, cuida da própria vida e não depende de opiniões alheias para ser feliz. Bom dia pra você também, que prega a liberdade mas não sabe o significado dela, te desejo luz e sabedoria. Eu sei a dor e a delícia de ser quem sou e ninguém nunca saberá. Não perco meu tempo esperando o que não vem, apenas VIVO A MINHA VIDA”, deu o tom. 


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Para muitos o problema não é discutir miscigenação e relacionamentos interraciais, mas sim a condução. São ataques, como os sofridos por Karol e a criação de termos pejorativos como ‘palmitagem’, que nada ajudam no entendimento das diversas nuances da história. 

O racismo 

A busca por relações aforcentradas se dá, em certa medida, pela defesa contra o racismo. Julia Bispo declarou à Revista Cult ter sido barrada na festa de aniversário do então namorado, que era branco. 

“Diziam que mulher negra chama atenção de europeu. Às vezes acho que estou renegando minhas raízes ou traindo o movimento negro por gostar de um cara branco. Sabe a Sam White da Dear white people? Me vejo na mesma situação que ela”, conta. 

A polêmica com Carol demonstra a importância de discutir o racismo

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Em contrapartida, mulheres negras sofreram e ainda sofrem com homens negros que, ao ascender na vida,  aparecem publicamente com o estereótipo da branca loira dos olhos azuis. 

Da mesma forma que não dá pra analisar o fenômeno sem pensar nos processos de destruição das masculinidades negras, é impossível pensar a relação não só de Carol Konka, mas de milhares de mulheres negras, sem levar em consideração machismo e o racismo. 

Trocando em miúdos, o cenário é complexo e requer cuidado. Você não vai ter respostas aqui. Porém, respeito não faz mal. 

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Fotos: foto 1: Reprodução/Instagram/foto 2: Reprodução


Redação Hypeness
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