Futuro

Médicos receitam doses de natureza a pacientes no sistema público de saúde escocês

por: Gabriela Glette

Viver próximo à natureza, ou ao menos se permitir pequenas viagens longe da salva de pedra, não faz bem apenas à saúde mental, como física também. Se alimentar bem e fazer exercícios não garantem uma vida sem estresse, mas quanto mais tempo você passar em meio à natureza, menos estressado ficará. Na Escócia, médicos do sistema público de saúde criaram o programa Nature Prescriptions, que incentiva passeios na natureza como parte da reabilitação de pacientes.

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A inciativa está sendo feita em parceria com a organização de proteção aos pássaros Royal Society for Protection of Birds (RSPB), que vem oferecendo atividades sazonais aos moradores do arquipélago de Shetland. A ideia é sugerir diversas opções, respeitando o estado de saúde dos pacientes, assim como as condiçòes climáticas.

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Segundo Chloe Evans – do centro de saúde onde foi realizado o programa piloto: “O projeto fornece uma maneira estruturada para os pacientes acessarem a natureza como parte de uma abordagem não-medicamentosa para problemas de saúde. Os benefícios são que eles são gratuitos, de fácil acesso, permitem uma conexão maior com o entorno, que, esperamos, conduza à uma melhora na saúde física e mental dos indivíduos”.

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A ideia não é substituir a medicina tradicional, tampouco os remédios – quando necessários. No entanto, os profissionais que criaram o programa partem de evidências de que pessoas com conexão mais forte com a natureza experimentam maior satisfação com a vida, afeto positivo e vitalidade.

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Natureza e Saúde Mental

Cada vez mais estudos científicos vêm comprovando a ligação entre contato com a natureza e redução da pressão arterial, ansiedade e aumento da sensação de felicidade. Quando vivemos em cidades grandes estamos expostos a inúmeros estímulos, o que contribui para o aumento do estresse, distúrbios do sono e ansiedade.

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Se a sociedade moderna nos ensinou a produzir o tempo todo, estamos começando a perceber a importância de desacelerar. Pesquisas mostram que, em comparação com pessoas que caminham em ambientes urbanos, aquelas que realizam a mesma atividade em áreas verdes apresentam diminuição da atividade neural em áreas do cérebro relacionadas à um maior risco de transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão. Na dúvida, corra para o meio do mato!

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Fotos: Unsplash


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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