Desafio Hypeness

Não levei o investimento do Shark Tank para meu app canábico. Mas aprendi muito

por: João Paulo Costa

A quarta edição do Shark Tank Brasil contou com a presença de diversas startups com causas super relevantes hoje no Brasil e no mundo. Tive a chance de apresentar o aplicativo Who is Happy, rede social focada em consumidores de cannabis, e falar sobre o tema — que ainda é tabu no Brasil. 

Escrevi algumas vezes aqui para o Hypeness, sempre para discutir a cannabis ao redor do mundo, e neste post vou tentar descrever como foi a experiência à frente dos Tubarões. 

O processo de seleção é bem longo, exige atenção apresentando documentos e assinando diversos contratos. Assim que recebi a resposta de que iria participar, assisti a uma grande parte dos programas e revisei as perguntas e os episódios. Também estabeleci a rotina de fazer no mínimo 2 pitchings por dia e responder todas as perguntas que listei dos episódios que assisti. Para a apresentação, pesquisei e preparei um material adicional, com o mindset focado em um resultado positivo. 

Entretanto, nada supera o campo de batalha e no dia foi tudo totalmente diferente do que eu estava imaginando… Acontece. É vida, certo? 

Durante a gravação, foi complicado. A pressão é grande dentro do Tanque. Fiquei nervoso e perdi a concentração. As perguntas foram difíceis e a sensação é que não consegui compartilhar tudo que precisava ou o que gostaria. Quando saí da gravação me senti abalado. A primeira surpresa: achei que tinha passado 10 minutos, mas foram 40 minutos de pitching e perguntas sobre meu negócio. Ufa! Deveria estar feliz só de estar ainda vivo. 

Depois que a adrenalina baixou, consegui ter noção do que aconteceu. Foi uma experiência muito positiva. Tive que estudar o business novamente, pesquisar sobre o mercado e me atualizar. Além de ter esse avanço profissional, tive a possibilidade de apresentar meu projeto para muitas pessoas, o que converteu em muito novos usuários do app. 

Sinto que faltaram algumas coisas naquele dia. Hoje, mais calma e sem Tubarões por perto, consigo ver onde errei e como deveria apresentar o projeto. Fiquei pensando nisso dias e dias, e há algum tempo recebi uma ligação dizendo que isso seria possível através de uma votação no Twitter. No perfil do Shark Tank Brasil, entre as startups que não receberam investimento, existe a possibilidade de voltar e ter mais uma chance. 

Maconha não é mais tabu na TV

Ter alguém falando sobre empreendedorismo canábico na televisão é sempre algo positivo para todos que fazem parte do nosso mercado.  O mais importante de tudo, na verdade, foi ver que o programa tocou muita gente sobre as possibilidades que existem nesse mercado. No decorrer dos dias, muitas pessoas vieram agradecer pela minha participação na TV falando sobre maconha de maneira profissional. 

Tive que estudar o business novamente, pesquisar sobre o mercado e me atualizar. Além de ter esse avanço profissional, tive a possibilidade de apresentar meu projeto para muitas pessoas, o que converteu em muito novos usuários do app

Por ainda existir muito preconceito quanto ao tema, sabia que precisava falar sobre meu aplicativo de maneira séria e muito responsável. Fiz o meu melhor, pessoal. Eu garanto para vocês. E deixa muito feliz ter conseguido tocar uma série de pessoas, sendo –  literalmente – mais uma semente que pode se desenvolver em diversas coisas que potencialmente surgirão nesse enorme mercado a ser explorado no Brasil. Isso, sem dúvidas, terá um impacto positivo no esforço de legalização. Quem sabe um dia o Brasil não amanhece verde com a legalização dos negócios e a criação de uma massa enorme de empregos. Eu sigo sonhando com isso. Como o Hypeness, eu sei, também sonha comigo.

No fim, aprendi muitas lições sobre meu próprio negócio, sobre o nervosismo que esses momentos nos dão e como é complicado vender seu produto para os Tubarões. Definitivamente, hoje eu vejo o programa de outra foram. E estão todos de parabéns por conseguirem “vender” suas ideias. Agora eu sei como é difícil.

Muitas oportunidades para o Who is Happy estão aparecendo depois da transmissão do programa. Uma das principais é a votação no Twitter do Shark Tank Brasil para ver qual será a startup que vai voltar ao Tanque de Tubarões para fazer um novo pitching. Se você gostou do projeto ou quer assistir o tema do empreendedorismo canábico na sua telinha, só dar help no Twitter votando no Who is Happy. Bora votar! 

 

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João Paulo Costa
Formado em Publicidade e Propaganda e em Produção Audiovisual e especializado em Documentário e Produção Executiva, aos 21 anos desenvolveu uma das primeiras empresas de mídia indoor do Brasil, a TV Buteco, focada em conteúdo audiovisual para comércios como bares e baladas, o empreendedor também foi um dos criadores do aplicativo Pergunter, rede social acelerada pela Startupbootcamp Copenhagen, considerada a melhor aceleradora da Europa. Atualmente é co-fundador e CEO do Who is Happy, uma rede social para consumidores de cannabis convidada para participar do processo de aceleração da CanopyBoulder, empresa americana focada em investir em ideias canábicas inovadoras e do Ganja Talks, estúdio de comunicação que produz conteúdo e experiências para consumidores de cannabis.

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