Sustentabilidade

Patinetes poluem mais que carro e moto, diz estudo

por: Redação Hypeness

Sensação nas ruas das grandes cidades brasileiras, os patinetes poluem mais que andar de carro e moto. É o que diz estudo da Universidade da Carolina do Norte e publicado na revista Environmental Research Letters. Com informações do El País. 

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A pesquisa avaliou emissões de CO2 usadas na fabricação, envio, carga e transporte dos veículos. Entre os atenuantes está a baixa durabilidade, seja pelo vandalismo ou mal uso, os patinetes não sobrevivem mais de dois meses. Resultado, a demanda pela fabricação de novos modelos prejudica o meio ambiente. 

Patinetes elétricos

A análise estudou os patinetes elétricos de duas empresas da cidade norte-americana de Raleigh, Lime e Bird, que também atuam aqui no Brasil. Ambas fabricam os modelos na China e o transporte para o Ocidente acontece por meios nocivos ao meio ambiente, como o avião. 

Os pesquisadores analisaram ainda o método de recarga dos patinetes, que são recolhidos, todas as noites, por trabalhadores terceirizados e seus carros. O mesmo processo acontece ao amanhecer. 

Em  nota ao El País, a Lime criticou o estudo, mas não ofereceu dados sobre políticas ambientais. 

“Agradecemos a pesquisa sobre os benefícios ambientais das novas opções de mobilidade; esse estudo, entretanto, se baseia em grande medida em suposições e dados incompletos que produzem uma grande variabilidade nos resultados. Acreditamos que a micromobilidade reduzirá a poluição e mitigará a mudança climática”.

Avaliada pelos pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, a Bird foi fundada “para contribuir para criar um mundo mais limpo e hospitaleiro, no qual o indivíduo é prioritário em relação ao automóvel”, afirma a empresa. 

A Lime garantiu a redução na emissão de CO2. “Em média um a cada três trajetos com o patinete substituiu um de carro. Por isso, consideramos ter impedido emissões equivalentes a 6.220 toneladas de CO2”, ressalta a companhia. 

Ambas as empresas são start-ups do Vale do Silício e avaliadas em US$ 1,1 bilhão (R$4,26 bilhões) e US$ 2 bilhões (R$ 7,75 bilhões), respectivamente.  

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Foto: Ronen Tivony/NurPhoto via Getty Images


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