Diversidade

Pela primeira vez, festa do peão de Barretos tem campanha para valorizar mulheres

por: Redação Hypeness


A ‘Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos’, no interior de São Paulo é, ao mesmo tempo, a maior e um reflexo do machismo que existe no Brasil. No que depender Ligia Malandri isso vai mudar. 

– Lucros bilionários não livram rodeios de questionamentos de defensores dos animais; entenda

Em conversa com a Folha de São Paulo, a mulher de 34 anos revelou projeto de conscientização sobre a urgência da igualdade de gênero. Segundo a ex-rainha dos rodeios, a ideia é exibir cerca de quatro vídeos sobre feminismo, respeito e valorização.

Mulher montando cavalo na Festa do Peão de Barretos

O conteúdo é estrelado pela cantora sertaneja Luana Marques, Larissa Ferreira, rainha da festa, a jornalista Luciana Gomes e a veterinária Lara Prado. As imagens vão ao ar nos intervalo das montarias.

“É um ambiente masculino, muito rústico. Apresentei a ideia em junho à diretoria, que aprovou e passei a buscar apoiadores. Não queria algo que fosse exclusivo, mas inclusivo”, disse à Folha Ligia. 

O intuito do projeto é também aumentar a presença feminina na composição do espetáculo. Algumas já reclamam seus espaços nos cuidados com os animais e na administração do escritório do rodeio, mas ainda é pouco. 

Coisa de macho?

O sexismo segue dono do show em rodeios Brasil adentro. Fundada na década de 1940, a festa de Barretos é, desde 1956, organizada por um grupo de 20 amigos, Os Independentes. Pesquisas mostram que 59% dos frequentadores são do sexo masculino. 

A participação das mulheres é restrita, na maioria das vezes, aos espaços estereotipados como os de musas e rainhas. Elas só podem competir em duas modalidades, ‘três tambores’ e o ‘team penning’ – onde um tiro deve encaminhar os bezerros de volta ao curral. 

Um questionário, como mostra a Agência Pública, foi criado em 2016 para mapear os casos de assédio na festa do interior paulista. Cerca de 300 mulheres, entre 19 e 27 anos, responderam a pesquisa: 65,9% revelaram ter sido beijadas à força; 60% relataram agressões verbais ao negar contato; e 59,3% tiveram suas partes íntimas tocadas sem consentimento. 

Ligia Malandri dá esperanças de melhoria ao revelar retorno positivo do público. Ela preparou 500 bandanas e produziu mais de 100 mil adesivos. Dá para saber o que está rolando pela hashtag #entrelaçadas. 


Publicidade

Foto: Norival Matos/Instagram Oficial


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Com 25 medalhas, Simone Biles dá um bico no racismo e entra para história