Sustentabilidade

Por que a Amazônia é vital para a estabilidade do clima no mundo

22 • 08 • 2019 às 11:57
Atualizada em 27 • 08 • 2019 às 20:04
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

O fato de ser considerada o pulmão verde do mundo já dá ideia da importância da Amazônia para a sobrevivência humana. Não se trata de uma questão ideológica, caro leitor, a preservação da Amazônia garante a sua vida. Simples assim. 

A floresta está distribuída entre Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Brasil. A parte brasileira é a maior e impressiona pelo tamanho. São mais de 5 milhões de metros quadrados. Se fosse um país, a Amazônia seria o sexto maior do mundo em território. 

A diversidade amazônica é vital para o mudo

– Biólogo descreve a Amazônia em chamas: ‘Animais carbonizados e silêncio no lugar do verde’

Ela ocupa 59% do território do Brasil, passando por Acre, Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Goiás, Tocantins e Amazonas. O verde responde por 67% de todas as florestas tropicais do planeta Terra. Tá bom pra você? 

Os benefícios são imensuráveis. Uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, tem capacidade de bombear mais de 300 litros de água para atmosfera. 

A umidade que parte da chamada Bacia Amazônica atinge e regula o clima de países como a Argentina e Uruguai, distantes 3.887 km e 3.298 km, respectivamente. Para se ter ideia, a distância entre Inglaterra e Grécia é de 3.100 km. 

Por isso, a floresta amazônica é fundamental para impedir o avanço do aquecimento global. Seus rios respondem por quase um quinto da água doce que deságua nos oceanos. 

O temor

Pesquisadores são enfáticos ao alertarem sobre os efeitos do desmatamento, que atinge níveis recordes desde o início de 2019. À EBC, Carlos Nobre – pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, fez um alerta. 

“Se passarmos de 20 a 25% de desmatamento, a Amazônia corre risco de se tornar uma savana degradada”.

Panorama aéreo dos rios amazônicos

Desde que assumiu o poder executivo, o governo de Jair Bolsonaro praticamente extinguiu o Fundo Amazônia e responde pelo maior desmatamento em sete anos. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). São, entre janeiro e agosto, 72.843 pontos mapeados. Ou, 83% mais do que no mesmo período do ano passado. 

O descontrole e os crimes ambientais atingiram repercussão mundial. Ardendo em chamas, a floresta amazônica estampa as capas dos principais jornais do planeta. Com isso, o país corre risco de sofrer sanções de nações europeias. 

O desmatamento atinge níveis recordes em 2019

Além disso, uma petição no site Change.org bateu todos os recordes ao atingir a marca histórica de 4 milhões de assinaturas. 

Depois de acusar, sem provas, ONGs de atearem fogo deliberadamente na Amazônia, Jair Bolsonaro retoma plano de erguer hidrelétricas na região. O projeto, como mostra a Exame, veio à tona depois da divulgação do pacote de privatizações. A ideia é instalar as hidrelétricas de Bem Querer, em Roraima, e Tabajara, em Rondônia.

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Fotos: foto 1: Prisma Bildagentur/Universal Images Group via Getty Images/foto 2: DeAgostini/Getty Images/foto 3: Avalon/Universal Images Group via Getty Images


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