Diversidade

Promotora de eventos chamada de ‘puta’ e ‘macaca’ mostra que ainda precisamos falar sobre racismo e machismo

por: Redação Hypeness

Danila Bernardo, de 31 anos, foi chamada de macaca’ não uma, mas duas vezes. Como mostrou o G1, os xingamentos proferidos por um dono de uma agência de eventos de São Paulo mostram como o racismo segue forte no Brasil. 

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Repleto de palavrões, o áudio é super machista. O homem parece acreditar que o racismo se manifesta apenas em casos extremos. Pelo menos foi o que disse antes de iniciar os xingamentos. 

“Não dá para ser racista não, mas tem hora que tem que chamar de macaca mesmo”.

Talvez ele não sabia, mas trata-se de um racista e, claro, machista, de primeira categoria. Danila, chamada ‘macaca’ e ‘puta’, explicou ao G1 que recebeu a mensagem por engano. 

O racista não revelou sua identidade. O caso foi registrado como injúria

“Ele apagou, mas eu consegui ouvir o áudio. Logo depois fui até uma delegacia especializada e abri o boletim de ocorrência”. 

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“Aquela puta daquela Mila… Mila não, Danila. Vai tomar no cu, viu? Não dá para ser racista não, mas tem hora que tem que chamar de macaca mesmo. Mina chata do caralho. Tô no maior veneno com essa puta dessa macaca do caralho. Agora veio com papo de ‘você precisa somar para saber quanto me pagou’. Eu falei ‘ô querida, você pega todos os comprovantes de depósito que eu fiz para você e soma porque eu não consigo fazer isso agora’”, diz o áudio racista. 

O caso está registrado como injúria racial na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no centro de São Paulo. 

“Na hora eu senti repulsa. Eu fiquei tão chocada e indignada que não acreditei no que ouvi. É muito triste e muito revoltante e causa um trauma eterno na pessoa que recebe isso. As pessoas falam que racismo não existe, tratam isso como vitimismo, mas não é”, conta ela, que sofre com o racismo dentro e fora da vida profissional. 

No mesmo dia em que noticiamos a promoção de Maria Julia Coutinho ao posto de âncora do ‘Jornal Hoje’, é preciso lidar com ofensas neste nível. Antes que alguém sem conhecimento de causa venha falar em ‘mimimi’, preste atenção no áudio e nos efeitos que a postura racista e machista do empresário – que preferiu se manter em silêncio – causa. 

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Foto: Reprodução/TV Globo


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