Ciência

Relatório mostra que julho de 2019 foi o mais quente da história

21 • 08 • 2019 às 10:24 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Enquanto os obscurantistas da atualidade, alguns deles lamentavelmente trabalhando no governo federal e decidindo o futuro ou o fim das pesquisas científicas no Brasil, seguem negando as mudanças climáticas, a ciência segue trabalhando – e mostrando que a realidade é apocalíptica e urgente. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou que o mês de julho de 2019 foi o mais quente do planeta desde o início dos registros de temperatura global, em 1880.

Grandes derretimentos de gelo foram registrados na Groelândia e nos polos Ártico e Antártico. No Alasca, no Canadá e na Rússia, a média de temperatura bateu cerca de 2 graus acima dos registros – mas recordes de altas foram registrados no mundo todo. “A temperatura média global em julho foi 0,95 graus Celsius acima da média do século XX de 15,8 graus Celsius, tornando-o o mês mais quente de julho no registro”, afirmou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

Antes de julho, o triste recorde havia se dado em julho de 2016 – com uma diferença de 0,03 graus Celsius com relação ao ano atual. A realidade revelada pelo relatório mostra a gravidade de se negar sem qualquer comprovação científica aquilo que a ciência mostra como uma necessidade urgente: já estamos em dívida, o tempo para reverter o quadro é cada vez mais curto, e o obscurantismo e a trágica negação da ciência somente aumenta a velocidade desse quadro.

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