Inovação

UPS testa entregas com caminhões autônomos nos EUA

19 • 08 • 2019 às 11:31 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Os carros autônomos, veículos sem motorista movidos por inteligência artificial e orientações de GPS, já deixaram de ser uma experiência saída de filmes de ficção científica para a vida real e já se tornaram o próximo passo da indústria automobilística e das empresas de transporte e entrega como um todo. Depois do Google anunciar o lançamento de seu serviço de transporte autônomo e da Pizza Hut celebrar uma parceria com a Toyota para a criação de um sistema autônomo de entregas, agora é a vez da UPS – que desde maio, sem fazer maiores alardes, vem testando caminhões autônomos, que já estão realizando entregas entre Phoenix, Tucson e Arizona.

Além dos testes, a empresa – uma gigante da indústria de entregas nos EUA – anunciou também a aquisição de uma parte da TuSample, uma empresa chinesa com base no país que fabrica justamente caminhões autônomos. A legislação exige, porém, que alguém esteja sentado ao volante durante toda a operação, ainda que o veículo esteja sendo totalmente conduzido por um computador. Cada caminhão possui nove câmeras que permitem a análise de seu entorno durante a viagem, e a utilização de tal tecnologia poderá reduzir os custos das entregas em até 30%.

Apesar de se tratar de um avanço tecnológico fascinante, seus possíveis efeitos práticos vêm sendo motivo de intenso debate – especialmente desde que a Uber paralisou seu departamento de testes com veículos autônomos, após um dos carros atropelar e matar uma pedestre no Arizona. Pesquisas indicam que a popularização de tal tecnologia pode piorar o trânsito em grandes cidades – além de reduzir ainda mais as possibilidades de emprego para a população, diminuir o contato humano e agravar o isolamento das pessoas em seus cotidianos.

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