Sustentabilidade

Agosto é mês com maior número de focos de queimada na Amazônia em 9 anos

por: Redação Hypeness

Agosto chega ao final ostentando o maior número de focos de queimadas na Amazônia em nove anos. Os dados são do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

Os números dão a dimensão do problema, foram 30.901 focos de incêndio no bioma amazônico, recorde para o mês desde 2010, quando foram contabilizados 22 mil. O índice mais alto, alcançado em 2015, é de 63.764

Bombeiro combate incêndio na região amazônica da Bolívia

As chamas aumentaram em todo o território nacional, 90 mil focos. Agosto acumulou mais de 51 mil focos, ou seja, aumento de 128% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O Inpe mostra que de janeiro a agosto, a floresta amazônica teve 46.825 queimadas. Alta de 111% e uma crise ambiental e diplomática enorme para o governo federal. 

– Biólogo descreve a Amazônia em chamas: ‘Animais carbonizados e silêncio no lugar do verde’

Além de fazer o dia virar noite em São Paulo, as chamas nos estados da região Norte provocaram manifestações de líderes mundiais e ambientalistas contrários ao discurso anti-ambiental da administração de Jair Bolsonaro. 

O mandatário brasileiro recebeu críticas duras do presidente francês. Emmanuel Macron salientou preocupação com a Amazônia durante reunião da cúpula do G7 – que reúne as economias mais ricas do mundo. O Brasil foi ameaçado com sanções econômicas contra o agronegócio. 

Cidades brasileiras receberam protestos em defesa da Amazônia

“Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica, pulmão que produz 20% do oxigênio do nosso planeta, está em chamas. Isso é uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir essa emergência de primeira ordem em dois dias”, escreveu no Twitter.

Efeitos 

O resultado já veio e a VF Corporation, empresa dona da Timberland, Vans, Kipling e outras 15 marcas, confirmou a interrupção da compra de couro do Brasil

Calçada na defesa da sustentabilidade, a multinacional afirma não ter mais segurança sobre a matéria-prima brasileira e só pretende retomar a importação com a comprovação de segurança sobre a origem dos produtos do Brasil.

“Recebemos com muita preocupação o comunicado de suspensão de novas compras de couros do Brasil a partir de alguns dos principais importadores mundiais.  Este cancelamento foi justificado em função de notícias relacionando queimadas na região amazônica ao agronegócio do país”, se manifestou ao Ministério do Meio Ambiente em comunicado o presidente da CICB, José Fernando Bello. 

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Fotos: foto 1: Gaston Brito/dpa (Photo by Gaston Brito/picture alliance via Getty Images/foto 2: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images


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