Ciência

Cientista descobrem o animal que pode ter gerado lenda do monstro do Lago Ness

por: Vitor Paiva

Animais gigantes e criaturas mitológicas são personagens dos folclores nacionais em boa parte dos países e regiões do planeta. A absoluta maioria dessas histórias, porém, são baseadas em mitologias ficcionais, que ao longo dos séculos acabam sendo vistas, pelo imaginário popular, como se pudessem ter sido de fato verdade. Uma das mais célebres lendas populares nos leva até a Escócia, mais precisamente nas Terras Altas do país, onde um lago grande, escuro e profundo, reza a lenda, serve como cenário para a aparição de um imenso monstro, como um dragão marinho ou dinossauro em tempos atuais. As primeiras menções ao Monstro do Lago Ness remontam ao final do século XIX, mas até hoje formam o folclore escocês – e um grupo de cientistas decidiu estudar literalmente a fundo as águas do lago para responder à grande questão: será o monstro real?

A mais famosa “foto” do Monstro do Lago Ness

A resposta pode desapontar os que acreditam na existência de “Nessie”, apelido carinhoso que o “monstro” recebeu desde 1870, quando suas “aparições” foram registradas pela primeira vez. Segundo o professor Neil Gemmell, geneticista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, que liderou a pesquisa, nenhum traço do DNA de alguma criatura como um peixe gigante, algum tipo de lagarto, tubarão ou esturjão foi encontrado. Nenhum sinal de qualquer criatura exótica ou de algum animal gigantesco foi encontrado em todas as análises feitas dentro do Lago Ness – mas um DNA encontrado em abundância pode enfim responder ao mistério.

O lago na Escócia

Segundo Gemmell, “uma grande quantidade de DNA de enguia” foi descoberta no lago. Assim, a conclusão a que o grupo chega é que o lendário monstro do Lago Ness pode ter sido simplesmente uma enguia gigante.

Representação de como seria a enguia gigante do Lago Ness

A explicação, porém, não é conclusiva: o professor lembra que nenhum animal do tipo, em proporções gigantescas, foi encontrado jamais – nem no lago, nem em outro lugar. A resposta mais provável para a presença do DNA no lago, segundo o cientista, é pela presença de enguias normais nas águas escocesas, mas a hipótese de uma enguia gigante não pode ser descartada: o que pode ser descartado é a ideia de um réptil gigante nadando pelas águas do Lago Ness.

Uma enguia de tamanho normal

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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