Tecnologia

Eternit lança primeira linha de telhas que produzem energia solar

por: Vitor Paiva

Adaptar-se às necessidades da sustentabilidade é urgência que toda empresa que se preze terá de cumprir – e a Eternit, gigante do ramo das telhas, acaba de dar um importante passo que pode se tornar paradigma novo para a questão da energia no Brasil. Na última Feira Intersolar da América do Sul, a maior feira de energia solar do continente, a empresa apresentou a Eternit Solar, a primeira telha fotovoltaica, capaz de captar energia do sol e transformar em energia elétrica a ser consumida na casa.

Com 365 x 475 mm, cada telha produzirá 9,16 watts de energia – com uma produção mensal de 1,15 Kilowatts hora/mês por telha. Segundo a empresa, a instalação das telhas oferecerá uma economia de até 20% no valor do uso dos painéis solares que já existem no Brasil, e o retorno total do investimento aconteceria no período entre 3 a 5 anos.

Para uma residência pequena, serão necessárias de 100 a 150 telhas fotovoltaicas, com o resto do telhado concluído com telhas comuns – o que significa que não será preciso trocar todo o telhado. O preço ainda não foi divulgado pela Eternit, e o produto ainda está em pré-produção, adaptando-se para as necessidades de fabricação e venda em escala industrial.

“Estamos desenvolvendo o processo industrial para fabricação em larga escala desta que é a primeira geração de telhas fotovoltaicas a passar nos testes de certificação do Inmetro, o que representa um momento importante para a companhia”, diz Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit. “Trabalhamos nesse projeto ao longo de um ano e agora estamos apresentando ao mercado de construção civil o primeiro modelo aprovado feito em concreto, com várias opções de cores e de acabamentos, e células fotovoltaicas integradas no material. Temos também outra linha, essa em fase final de desenvolvimento para futura homologação, utilizando telhas de fibrocimento. Em breve, os produtos estarão disponíveis para os consumidores”, afirmou.

Segundo a empresa, o produto começará a ser comercializado em seis meses, ainda em fase de testes. O lançamento para todo o mercado deve acontecer em 12 a 18 meses.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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