Debate

Mãe de gêmeos recebe advertência de condomínio por choros de bebês e levanta debate sobre tolerância

por: Redação Hypeness

O desabafo de uma mãe de gêmeos, que recebeu advertência do condomínio onde vive por causa do choro dos filhos, é o exemplo perfeito para a discussão sobre empatia. 

– Como um erro em encomenda de esfihas virou uma corrente de solidariedade com refugiada no Rio

Luciana Krull mora no Rio de Janeiro e tem dois filhos de 2 anos. Ela foi surpreendida ao receber a notificação de vizinhos reclamando do choro das crianças por volta das 7h da manhã. 

Ela desabafou após intolerância de vizinhos

A mulher compartilhou a história no Facebook e deu exemplos de como não é nada mole ser mãe. Tarefa dificultada pela falta de empatia de outras pessoas. “Ninguém oferece ajuda, ninguém se coloca no nosso lugar. Empatia, será que sabem o que isso significa?”, questionou. 

Ela revelou que os gêmeos, Lucas e Gabriel, passam pelo processo de recuperação de uma pneumonia. O choro é resultado de crises de vômito. “Gente, que mundo é esse. E o pior é que quem reclamou também tem filho pequeno. Mas não vou me calar. Espero que outras pessoas, assim como eu, também achem isso um absurdo. Mais empatia, por favor”.

Mesmo diante da repercussão, o condomínio insistiu na frieza das regras, que não compreendem os desafios de ser mãe em uma sociedade machista. Ao G1, a administração do prédio declarou que agiu de forma correta. 

“Não houve extremo algum, a gente está cumprindo um protocolo. Sabemos que é delicado, mas houve várias reclamações (foram quatro ao todo), de um choro excessivo durante a madrugada. A BMC se solidariza, mas a advertência teve que ser aplicada”. 

Talvez a empresa responsável pelo condomínio devesse se mirar no exemplo de empatia de um grupo de evangélicos, que auxiliou na reconstrução de um terreiro de candomblé destruído no Rio de Janeiro. 

A igreja doou R$ 11 mil para a reforma do Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin, atacado pelo racismo religioso. “Que juntos possamos construir, efetivamente, um país das liberdades e diversidades respeitando as alteridades”, celebrou o babalawo Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à intolerância Religiosa (CCIR). 

A pessoa que reclamou do choro do bebê sem saber o motivo pode também tomar como exemplo a atitude desta brtiânica. Ela espalhou bilhetes fofinhos em uma ponte da cidade de Manchester. 

Lisa Barnes é autora da campanha ‘Bridge the Gap’, que utiliza o afeto para diminuir os casos de suicídio no local. Ela diz que ao menos 14 pessoas desistiram de tirar a própria vida ao lerem os recados.

“Você é incrível, corajoso e forte”. “O que você está pensando?”, “Vamos conversar?”, são algumas das frases selecionadas. Lisa conta com ajuda de policiais e voluntários.  

Só assim para combater a insistência de algumas pessoas em praticar a intolerância. Em Brasília, um caso estarrecedor de bullying e agressão, também em um condomínio, causou grande repercussão. 

Agressões de adultos contra crianças em Brasília

As câmeras de segurança captaram a atitude de um casal, que segurou o menino para que o filho pudesse agredi-lo. O motivo? Um drible em uma partida de futebol entre duas crianças. 

O homem inglês que acredita estar no período escravocrata. O passageiro destilou todo o seu racismo porque, aos olhos dele, uma senhora negra de 77 anos demorou a se levantar para que ele passasse.

 “Minha mãe ficou muito chateada e estressada com a situação toda, além da dor que já estava sentindo. Quanto a mim, também estou chateada com isso tudo: o fato de o passageiro não ter sido retirado do avião, e a forma como trataram a situação”, disse a filha ao HuffPost. 

A discriminação aconteceu a bordo de um avião da Ryanair, acusada de omissão. A polícia de Essex, onde fica localizado o Aeroporto de Stansted, diz estar conduzindo a investigação.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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