Inovação

Na hora do surfe, o que fazer com as chaves do carro? Empresa resolve esse problema universal

por: Vitor Paiva

Patrocinado por: Shark Tank Brasil

Um surfista está sempre em busca das melhores ondas – e é capaz de cruzar quilômetros e quilômetros para poder encontrá-las. Por isso, além da prancha, o carro é também um elemento importante para essa aventura incessante, ao mesmo tempo meditativa e cheia de emoção. Há, porém, uma adrenalina realmente desnecessária em toda essa aventura: o que fazer com a chave do carro enquanto se está no mar?

Há quem enterre a chave em um ponto específico da praia, mas essa evidentemente não é uma ideia segura. Escondê-la em alguma parte do próprio carro também pode ser um prato cheio para um ladrão atento – e entrar com ela no mar, além do evidente desconforto, em pouco irá destruir esse pequeno objeto, que pode tanto (literalmente) nos abrir portas, quanto se tornar motivo de um tenebroso pesadelo. Cada vez mais vivemos em um mundo sem chaves físicas, e foi para resolver enfim esse dilema que a KLS – Surfe sem chave foi criada.

 

Trata-se de uma  tecnologia que, de forma segura e prática, soluciona o problema das chaves. Através de um sensor instalado dentro do carro e conectado ao sistema de travas do automóvel, é possível trancar ou abrir o carro, aproximando uma pulseira-chave ao sensor. 

Não por acaso, três dos quatro sócios da KLS são surfistas, e a ideia inicial veio aos irmãos Rafael e Cassiano Aguiar na prática, enquanto procuravam o que fazer com a chave do carro diante das ondas do mar. Eles então se juntaram a Felipe Fontana e ao professor Adilson para desenvolverem a tecnologia e darem início à empresa. Com o sistema da KLS, a chave pode ser deixada de forma segura dentro do carro, pois a tecnologia é também um sistema de alarme e travamento – se uma eventual invasão acontecer, o alarme será disparado e o carro não sairá do lugar. 

Os irmãos Cassiano e Rafael, junto do sócio Felipe Fontana

O que começou como uma tecnologia para surfistas, evidentemente supera esse grupo: a KLS é perfeita para quem pratica todo tipo de esporte, e permite que o usuário faça sua corrida, jogue sua pelada ou qualquer outro tipo de partida sem o incômodo de uma chave pendurada. E sem também o constante perigo de perder a chave, pois a tecnologia vai além dos esportes, e resolve de uma vez por todas o problema dos desatentos e esquecidos, que se veem constantemente à procura não da onda perfeita, mas sim das chaves desaparecidas.

O kit completo da KLS

É possível cadastrar até quatro pulseiras por sensor, que pode ser instalado de forma simples em qualquer veículo – um protótipo para motocicletas também está sendo desenvolvido, e as pulseiras podem ser adaptadas para outros suportes servirem como chave – e, é claro, são à prova de água. Foi essa solução para um problema ao mesmo tempo específico e universal que a equipe da KLS levou ao palco do Shark Tank Brasil, a fim de convidar os Tubarões para entrarem nessa onda – sem chaves – e investirem na empresa.

O display da KLS no Shark Tank Brasil, e o kit entregue aos Tubarões

A ideia chamou rapidamente a atenção dos Tubarões que, apesar de se sentirem em casa nas águas do mar, sublinharam a importância de tornar o produto ainda mais universal – a perda de chaves é, afinal, um problema de todos. Caito Maia fez sua proposta, mas foi Cris Arcangeli quem levou a melhor, e tornou-se sócia da KLS para fazer do mundo sem chaves um lugar mais seguro, simples e livre para esportes e aventuras em geral, sem incômodos nem preocupações. 

A equipe do KLS no palco do programa

E enquanto o próximo episódio não vai ar, a votação mais esperada da semana segue sendo disputada no Twitter do Shark Tank Brasil: qual empreendedor que não conseguiu fechar negócio merece voltar ao programa para um novo mergulho entre os Tubarões? Qual empresa deve tentar uma nova negociação? Acesse, dê o seu voto e concorra a um convite para assistir esse episódio especial de repescagem ao vivo!  O Shark Tank Brasil vai ao ar no Sony Channel às sextas-feiras, às 22h, com reprise às terças, 22h.

 

Abrir o próprio negócio e empreender no Brasil é uma roleta russa de emoções que não é reservada somente para quem está começando. Mas uma coisa é certa: pessoas apaixonadas sempre fazem a diferença.

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© fotos: reprodução/divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.


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