Futuro

Pela primeira vez na história cientistas conseguem reverter envelhecimento

por: Vitor Paiva

Nenhuma pessoa está livre do tempo: seja um jovem, uma criança, um recém-nascido ou um adulto em idade madura, todo mundo irá envelhecer e sentir os efeitos desse processo. Essa é uma verdade incontestável em qualquer esfera – ou era: um estudo científico pioneiro conseguiu pela primeira vez retardar e até mesmo reverter os efeitos do envelhecimento. Através da ingestão de um coquetel de três medicamentos comuns – um hormônio para o crescimento e dois remédios para diabetes – por um ano, os participantes do experimento “rejuvenesceram”: suas idades biológicas foram reduzidas em uma média de 2,5 anos.

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O incrível feito da pesquisa, realizada por cientistas da Universidade da Califórnia, foi publicada na revista científica Aging Cell, e contou com nove homens saudáveis, entre 51 e 65 anos. Segundo o geneticista Steve Horvath, o resultado foi surpreendente até mesmo para os pesquisadores que conduziram o experimento. “Eu esperava ver a desaceleração do relógio biológico, mas não sua inversão. Isso parece meio futurista”, afirmou o cientista. As alterações genéticas foram detectadas através de modificações acompanhadas em genes específicos.

O ponto mais importantes da pesquisa foi o efeito do coquetel sobre a glândula timo, determinante tanto para o envelhecimento quanto para nosso sistema imunológico. É nela que o linfócitos-T, que compõem a defesa do nosso organismo contra doenças infecciosas e tumores, por exemplo, se desenvolvem: com o passar dos anos, porém, ela tende a reduzir de tamanho e acumular gordura. Em estudos anteriores, o hormônio de crescimento já havia estimulado a regeneração da glândula, mas também acabou estimulando um possível desenvolvimento de diabetes – daí a combinação de remédios do coquetel.

A glândula timo

Assim, o processo com a glândula é capaz não só de prevenir o envelhecimento como também ajudar no combate a doenças perigosas para nosso corpo, em especial em idades avançadas. Vale ressaltar que tratam-se de descobertas preliminares, já que o experimento foi feito com poucas pessoas e sem um grupo de controle, a fim de comprar os efeitos dos medicamentos. O próximo passo é a continuidade da pesquisa, agora incluindo mulheres e pessoas de etnias e idades diversas.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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