Tecnologia

Pesquisadores descobrem como medir pressão arterial por meio de selfies

por: Vitor Paiva

O que antes era um mero hábito virtual sem maiores utilidades a não ser turbinar a nossa vaidade ganhou, pelas mãos da ciência, uma função literalmente vital: que tal medir a nossa pressão arterial através de um vídeo em selfie? Foi essa a criação que um grupo de estudiosos da Universidade de Toronto apresentou, transformando a câmera do smartphone em um aparelho medidor de pressão.

O experimento trabalhou com 1.328 adultos chineses e canadenses, capturando vídeos de dois minutos dos rostos dos envolvidos através da câmera de um iPhone – três tipos de pressão arterial foram medidas com precisão impressionante: de 95 a 96%. Trata-se de uma tecnologia chamada Imagem Óptica Transdérmica, que se baseia na natureza translucida da face: a luz penetra na pele ao atingir o rosto, e acessa a hemoglobina abaixo. O sensor óptico do smartphone captura a luz vermelha da hemoglobina, oferecendo assim uma medição das alterações no sangue.

“A pressão arterial está entre os principais índices que usamos para medir sua saúde”, diz o professor Kang Lee, um dos autores do estudo. “No vídeo […], você pode ver como o sangue flui em diferentes partes da face e, através desse fluxo e refluxo, você pode obter muitas informações”, afirmou Lee. Um aplicativo chamado Anura oferece às pessoas a possibilidade de experimentar a novidade, e medir, com um video de 30 segundos, o nível de estresse e a frequência cardiaca. O app completo incluirá medição de pressão arterial e, em breve, a glicose, hemoglobina e colesterol.

Dados confirmam que a pressão alta, por ser uma doença silenciosa, pode se agravar sem ser combatida – e levar o paciente à morte. É fundamental, especialmente para quem antecedentes familiares, consultar um médico e controlar a pressão – e quem diria que a solução para tal dilema passaria por tirar constantemente um vídeo em selfie? A ciência diria.

 

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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