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Por sofrer gordofobia, campeã do Masterchef desenvolve doença autoimune

por: Redação Hypeness

Izabel Alvares não teve sossego no ‘MasterChef’, programa que venceu em 2015. A chef de cozinha contou ao UOL ter desenvolvido artrite reumatoide – doença autoimune que provoca fortes dores reumáticas. 

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A piora na saúde, ela diz, se deu pelas toneladas de comentários gordofóbicos recebidos nas redes sociais. “Sofri muito no programa com gordofobia”, revela. 

Izabel desenvolveu doença autoimune por causa de gordofobia

“Hoje em dia, a doença está controlada, mas sinto muita dor ao acordar. Tive que fazer adaptações, como ginástica à noite. Ao longo do dia, a dor reumática vai passando. Quando bebo álcool, no dia seguinte a dor vem bem forte”, ressalta. 

Não dá pra naturalizar o sofrimento e dizer que Izabel Alvares deu a volta por cima. Na verdade, a chef de cozinha encontrou na culinária combustível para lidar com a hostilidade das pessoas.

“Isso acabou me impulsionando. Transformei aquela frustração de ser xingada em uma força interior. Foi um estímulo para eu conseguir começar”, conta ela, que acaba e lançar o livro ‘Delícias da Izabel’. 

Desde a saída dos holofotes, ela perdeu 40 kg em uma dieta low carb. Izabel faz uma ressalva, não consegue lidar com o sofrimento que passou durante o ‘MasterChef’. 

“Eu chorava muito. Não estava confortável com aquela experiência. Era quase uma patologia. Nunca tinha passado por algo parecido. Ficava numa agonia que não era normal e consigo observar como eu levava isso para um lugar diferente dos outros participantes”. 

Izabel Alvares participou de uma das melhores edições do programa até hoje. Ela disputou o prêmio com os carismáticos Raul e Jiang. 

Exposição e cuidado 

O caso de Izabel só dá força para a saúde mental. Você já pensou na diferença que ela pode fazer ou faz na sua vida? O Hypeness conversou com Amanda Ramalho, comunicadora e que ficou conhecida por integrar o elenco do programa ‘Pânico’. 

Ela, que é dona de um podcast super legal sobre saúde mental, o Esquizofrenoias, abriu o jogo sobre a diferença que encarar o assunto com seriedade e sem estereótipos fez na sua vida. 

Amanda Ramalho fala de saúde mental com seriedade e sem estereótipos

“A ideia do podcast veio da necessidade de falar sobre o tema. Eu convivo com ansiedade e depressão desde minha infância. Fui diagnosticada aos 16 mas, com 5 anos já sentia o coração disparar tanto que minha mãe me levava em cardiologistas. Fiz eletrocardiograma. Evidentemente, não dava nada. Tenho 33 anos e sempre sonhei em abordar o tema. Triste pensar que nesse tempo todo ninguém pensou em falar a respeito da maneira que eu faço, mais leve, livre, sem glamour, quase que didático”, explicou. 

Por falar em ‘MasterChef’, Paola Carosella abriu o jogo sobre autocuidado, que tem muito a ver com saúde mental. Uma das juradas do programa de culinária, a argentina radicada no Brasil deu a real sobre aceitação de marcas no corpo. 

“Dos meus 45 vividos intensamente, de todos os meus acertos e todos os meus erros. Orgulho de ter sabido ouvir, de não ter medo do fracasso mesmo quando estava nos piores momentos”, aconselhou. 

Outro depoimento importante é de Black Alien, que conversou com o Hypeness sobre dependência química e como a saúde mental o ajudou a sair do fundo do poço e voltar aos palcos. 

Black Alien falou ao Hypeness sobre saúde mental

“Questões íntimas são família, dinheiro, vida amorosa. Isso é saúde mental relacionada a um verdadeiro flagelo mundial que é a dependência química. Esse assunto vem à tona porque faz parte da minha vida, e é assim que eu escrevo. Escrevo o que vem. O fundo do poço de alguém sempre se torna público até pra quem não é pessoa pública, então meu fundo do poço foi bem público. A partir daí, não havia nenhum motivo lógico para minha recuperação não ser pública. Guardados os devidos cuidados, e claro, detalhes-chave mantidos privados, segui me recuperando abertamente. Em primeiro lugar é um serviço que eu presto a mim mesmo, pois o tratamento é contínuo, constante e vitalício, e o ouvido mais próximo da minha boca é o meu. Então, falo muitas vezes o que eu mesmo preciso ouvir. E sim, atrapalhar não atrapalha, creio eu, no sentido de ajudar a informar e prevenir as pessoas sobre a doença”.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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