Estilo

Quer cobrir uma tattoo? Então, pense em fundo preto com flores

por: Vitor Paiva

Se tatuagens muitas vezes são verdadeiras obras de arte sobre a pele, definindo a identidade e realmente enfeitando com graça quem as possui, uma escolha errada ou um tatuador sem talento podem tornar todo o charme e a beleza de uma tattoo em verdadeiras tragédias pessoais. Arrepender-se de uma tatuagem é marca que ninguém merece carregar – e se os procedimentos de remoção são caros e dolorosos, a solução encontrada muitas vezes é simplesmente cobrir com uma nova tatuagem aquela da qual nos arrependemos. É aí que entra o incrível trabalho da tatuadora estadunidense Esther Garcia.

Na busca por uma solução não só funcional mas realmente bela para cobrir tatuagens em seus clientes, Esther se valeu de duas influências importantes e desenvolveu um estilo singular e impactante. A partir da tendência das tatuagens blackout – que cobrem completamente parte da pele simplesmente com um preto sólido e que são costumeiramente utilizadas para essa finalidade – ela decidiu ir além, e misturar essa técnica com a tradição das pinturas florais holandesas.

O realismo da técnica de Esther ressalta ainda mais as cores e formas das flores em suas tatuagens, em contraste impactante com o preto – como se uma luz especial emanasse dos pássaros, plantas e outras representações naturais que a tatuadora situa contra o denso fundo de seus desenhos. O resultado é perfeito para cobrir uma tatuagem indesejada, mas o sucesso do trabalho do Esther vem trazendo clientes que não querem cobrir desenho algum, mas simplesmente adornar o corpo com uma de suas incríveis tatuagens.

Publicidade

© fotos: Esther Garcia


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Michele Simões: ‘As pessoas com deficiência precisam se enxergar e ser enxergadas pela moda’