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Reação à censura dispara venda de livros da Bienal que cresce 60% em relação a 2017

por: Redação Hypeness

A tentativa de Marcelo Crivella de censurar um livro da Marvel com dois homens se beijando se voltou contra o prefeito do Rio de Janeiro. Com a forcinha de Felipe Neto, que comprou e distribuiu 14 mil exemplares de ‘Vingadores – Cruzada das Crianças’, a Bienal viu o faturamento triplicar. 

– Super herói: Felipe Neto compra e distribui 10 mil livros censurados na Bienal

A edição histórica da festa literária registrou cerca de 4 milhões de livros vendidos de um total de 5,5 milhões disponíveis. O pico, ainda de acordo com a organização, se deu no fim de semana, quando fiscais da prefeitura do Rio entraram na sede da Bienal para apreender a publicações LGBTs com dois homens se beijando.

Bienal é espaço de diversidade contra os caretas

Para representantes de editoras, o ‘efeito Felipe Neto’ deve ser considerado. Em ação contra os caretas, o youtuber comprou os 14 mil exemplares do livro e os distribuiu na sede da Bienal antes da chegada dos fiscais da prefeitura no sábado, que aliás, teve recorde de público. Por falar em sábado, o primeiro dia do fim de semana obteve crescimento nas vendas de 60% em relação a 2017

A organização diz que a Bienal recebeu 600 mil pessoas entre 30 de agosto e 8 de setembro. Entre os livros mais vendidos está ‘Com Amor, Simon’, que conta a história de um garoto que não se assume gay. 

Cena de ‘Vingadores – Cruzada das Crianças’

A ação de Marcelo Crivella surpreendeu autores como Laurentino Gomes. O escritor esteve na Bienal para promover o livro ‘Escravidão – Volume 1’ e criticou a ação da prefeitura. 

“Estou revoltado. Isso foi uma agressão à Bienal e à democracia brasileira – um ato explícito de censura. Trabalhei como jornalista durante a ditadura e lutei pela liberdade de expressão no Brasil. O que aconteceu hoje foi assustador – fiscais fardados andando pelos corredores para recolher um livro. Achei que nunca mais veria algo assim aqui. Para mim, o que aconteceu foi um ato de pretensão, autoritarismo e arrogância inaceitável, além de uma demonstração de fortalecimento de um fundamentalismo religioso que combate a liberdade de expressão”, declarou ao G1

Celso de Mello, ministro decano do Supremo Tribunal Federal, sublinhou a liberdade de expressão como direito constitucional dos brasileiros. 

“Mentes retrógradas e cultoras do obscurantismo e apologistas de uma sociedade distópica erigem-se, por ilegítima autoproclamação, à inaceitável condição de sumos sacerdotes da ética e dos padrões morais e culturais que pretendem impor, com o apoio de seus acólitos, aos cidadãos da República”, disse à Mônica Bergamo sobre a decisão de Dias Toffoli de autorizar a venda dos exemplares.

Em suma, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro deu um recado contra censores e pela a diversidade

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Fotos: foto 1: Reprodução/Twitter/foto 2: Reprodução


Redação Hypeness
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