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Reebok cria roupas para gestantes que crescem junto com suas barrigas

por: Gabriela Glette

A indústria da moda é uma das maiores responsáveis por emissões de gases nocivos ao meio ambiente e isto não diz respeito apenas aos métodos envolvidos na produção. Não devemos esquecer do desperdício, que nos faz repensar o conceito de fast-fashion e até mesmo da própria moda em si. Roupas deveriam durar décadas, ao invés de terem o lixo como destino certo após alguns poucos meses e, pensando nisso a Reebok acaba de lançar uma linha de roupas para gestantes que crescem junto de suas barrigas.

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Isto porque, grávidas são obrigadas a renovar praticamente o guarda-roupa inteiro conforme a barriga vai crescendo e depois do bebê nascer acabam perdendo tudo. A coleção de maternidade permite que estas mulheres usem suas roupas em qualquer estágio da gravidez, pois a gama é adaptável e até adequada para exercícios. Composta por calças de maternidade que vêm com tecido de nylon spandex e uma faixa de suporte, a coleção também vêm com uma variedade de tamanhos, de 2XS a XL.

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Pensando no conforto das mulheres, mas sobretudo na questão do desperdício, a linha de roupas oferece uma gama variada de cores e já está à venda nas lojas do Reino Unido, assim como no site da empresa.

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O que é slow fashion e por que adotar essa moda?

 

Este termo surgiu no ano de 2004 – em Londres, por Angela Murrills, uma escritora de moda da revista de notícias on-line Georgia Straight. Em contraposição ao fast fashion – sistema de produção de moda que prioriza a fabricação em massa, a globalização, o apelo visual, o novo, a dependência, a ocultação dos impactos ambientais do ciclo de vida do produto, o custo baseado em mão de obra e materiais baratos sem levar em conta aspectos sociais da produção, o slow fashion surgiu como uma alternativa socioambiental mais sustentável no mundo da moda.

Priorizar a produção local é uma forma de resistir contra a avalanche da globalização. Valorizar consumidores, produtores e recursos naturais locais, em contraposição à produção globalizada, é uma alternativa à padronização, à centralização e à produção de produtos idênticos. Dê preferência à qualidade – e não à quantidade! Você não precisa ter um armário lotado para ser feliz.

 

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Fotos: divulgação


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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