Sustentabilidade

Tartarugas marinha bebês queimadas até a morte em praia são alerta para preservação da espécie

por: Redação Hypeness

Ameaçadas de extinção e atacada por todos os lados, um grupo de tartarugas marinhas foi queimado até a morte em uma praia. As informações são da Agência Anda, que divulgou o relato de uma mulher sobre o caso horrendo. 

– Brasil teve 35 milhões de tartarugas salvas em quase 40 anos

Rhonda Wundke ficou sem reação ao ver vários filhotes de tartaruga carbonizados. O ataque aconteceu na praia de High Tower, na Flórida, nos Estados Unidos. Ela compartilhou as imagens nas redes sociais e lamentou. 

“Foi um pesadelo ver aqueles pequenos bebês mortos daquela forma. Tenho certeza que a tempestade levou esses filhotes para o oceano onde eles poderão descansar em paz”. 

 

Autoridades locais estão sendo pressionadas por grupos de defesa dos animais para que seja instaurada investigação em busca dos culpados. 

Ameaça

O mundo de hoje inviabiliza a sobrevivência das tartarugas marinhas, que sofrem com a ameaça constante de desaparecer. Para se ter ideia, de cada mil filhotes que nascem, apenas um ou dois conseguem atingir a maturidade. 

Todas as espécies encontradas no Brasil estão ameaçadas

No Brasil, TODAS as cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas convivem com a possibilidade da extinção. São vários os motivos, como a busca pelos ovos, crueldade e claro, a poluição crescente dos oceanos, tomados por quantidades assombrosas de plástico.

A cabeçuda, de pente, a oliva e a de couro, correm o risco maior, já que se costumam desovar no litoral. A proteção se dá por meio da criação de redes de cuidado e atuação pelo respeito ao meio ambiente, caso do Projeto TAMAR – reconhecido projeto conservacionista do Brasil. 

Redes de apoio 

Criado na década de 1970 por um grupo de estudantes de oceanografia, a organização se destaca pela atuação em praticamente todo o litoral brasileiro. Entre 2015 e 2016, tempo da 35ª temporada reprodutiva do TAMAR, 26 mil ninhos foram protegidos. Resultado, geração de 2,5 milhões de filhotes que podem se desenvolver com segurança. Sediado na Praia do Forte, 100 km distante de Salvador, o TAMAR conta com 24 bases na costa do Nordeste, Sudeste e Sul. 18 delas funcionam o ano inteiro e 6 operam no período de desova das tartarugas. 

Tartaruga oliva

Na Bahia, há bases em Arembepe e Mangue Seco. Pernambuco, em Fernando de Noronha. Em São Paulo, o projeto está representado em Ubatuba. No Sul, Florianópolis, Santa Catarina, é uma das bases. 

Na Costa Rica, há uma série de iniciativas de proteção, caso do Exchange do Bem, que seleciona voluntários interessados em fazer parte da rede de preservação. Há também o Osa que colhe dados sobre o comportamento das tartarugas e claro, zela por sua segurança. 

Segundo o projeto, a costa da Península de Osa é visitada principalmente por duas espécies da chamada tartaruga gigante ou tartaruga-de couro, são elas a tartaruga-oliva e a tartaruga-verde. 

Denuncie 

A proteção do meio ambiente é dever de todos os nós. Por isso, faça como Rhonda e denuncie qualquer cena de maus-tratos aos animais. No caso das tartarugas marinhas, você pode procurar os seguintes meios. 

Polícia Ambiental, os canais de cada região estão no site oficial da corporação. 

Ibama: Pela Linha Verde, atividade da Ouvidoria do Ibama que atende em todo o Brasil. Dá para se informar pela Central de Atendimento no telefone 0800-61-8080 ou a página Fala.BR.

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Fotos: Instagram/Projeto TAMAR


Redação Hypeness
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