Ciência

Vinho tinto pode contribuir para o bom funcionamento do intestino

por: Gabriela Glette

Para o bom funcionamento do intestino, precisamos ter uma certa quantidade de microrganismos habitando no órgão. Não é à toa que existem diversas bebidas fermentadas e com labtobacilos vivos no mercado. A ideia é dar uma força às pessoas que possuem o intestino um pouco mais preguiçoso. No entanto, pesquisadores da King’s College – universidade em Londres, descobriram que beber vinho tinto moderadamente também pode melhorar as funções intestinais. Faz todo sentido, afinal, o vinho é a bebida fermentada mais antiga do mundo!

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Para chegar à conclusão, os cientistas analisaram os efeitos de outras bebidas alcóolicas, como o vinho e a cidra (fermentada a partir do suco da maçã). 3000 pessoas – do Reino Unido, Holanda e Estados Unidos participaram da pesquisa. E o vinho tinto foi o grande campeão, já que estimula uma maior variedade de espécies de bactérias intestinais. Isso porque, a bebida possui substâncias chamadas polifenóis, que ajudam os micróbios a viverem dentro do corpo humano, além de possuir propriedades anti-inflamatórias e oxidantes.

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Caroline Le Roy – co-autora do estudo, explica porque escolheria o vinho tinto dentre as centenas de bebidas alcóolicas disponíveis no mercado: “Se for escolher uma bebida alcóolica para hoje, o vinho tinto é o melhor, pois ele parece potencialmente exercer um efeito benéfico em você e nos seus micróbios intestinais”.

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Nos últimos anos, pesquisadores de diversos países começaram a estudar os efeitos do vinho no corpo humano. Em Nova York – na Universidade de Buffalo, uma pesquisa mostrou que o vinho possui um composto vegetal chamado resveratrol, que bloqueia uma enzima relacionada ao estresse. Porém, não se esqueça: o vinho pode ser benéfico se consumido com moderação! Nenhum álcool em excesso faz bem à saúde!

Intestino: o segundo cérebro

Conhecido como o segundo cérebro, o intestino humano possui meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores. Ele também é responsável por produzir 50% de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes do nosso organismo. Entretanto, muito mais do que apenas controlar a digestão, novas pesquisas sugerem que os neurônios do intestino podem interferir no cérebro, afetando nosso comportamento, emoções e até mesmo o caráter.

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As bactérias presentes no intestinos exercem um papel regulatório, como se fossem um órgão a mais, por isso são tão essenciais. Estudos já encontraram relação entre a falta de lactobacillus e doenças como depressão e anorexia. Há também pesquisas que mostram que pessoas com autismo, Parkinson, Alzheimer e obesidade possuem uma seleção diferente de microrganismos na barriga. Preste atenção ao que você come, afinal, somos o que comemos!

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Fotos: Unsplash


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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