Debate

17ª morte confirma epidemia ligada ao cigarro eletrônico; Anvisa monitora casos

por: Yuri Ferreira

O estado do Alabama confirmou a sua primeira morte relacionada a cigarros eletrônicos.  Essa é a 17ª morte conectada ao uso desse produto nos EUA. O país já soma mais de 800 internações relacionadas à pratica do vaping.

As pesquisas ainda não foram conclusivas em mostrar qual é a substância que esse produto libera para causar tantas doenças e mortes. A comunidade científica passa a investigar os eventos para entender os riscos desse produto que vem crescendo de maneira avassaladora ao redor do mundo. O estado de Michigan, nos EUA, proibiu os cigarros eletrônicos. Outros estados passam a estudar a medida.

Epidemia de cigarros eletrônicos preocupa autoridades estadunidenses

A epidemia de vaping em solo americano é grave. Mais de 2 milhões de jovens em idade escolar fazem o uso do cigarro eletrônico e a situação já é tratada como problema de saúde pública. O chefe do FDA, uma espécie de vigilância sanitária americana, se preocupa:  “Não podemos permitir que uma nova geração seja viciada em nicotina”.

No Brasil

Em setembro de 2019, um publicitário foi internado na cidade de São Paulo após seu quadro de pneumonia ter sido agravado graças ao uso do cigarro eletrônico Juul, um dos mais conhecidos no mercado. “Um problema do vape é que ele proporciona você fumar em qualquer lugar e é fácil de levar no bolso. Quando você percebe, está fumando muito mais do que quando usava cigarros comuns”, afirmou o jovem.

Os cigarros eletrônicos são proibidos no país

No Brasil, o cigarro eletrônico é proibido, mas não é criminalizado. Por falta de estudos escladorecedores sobre o seus riscos e danos à saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não permite a venda desse produto em tabacarias brasileiras. Recentemente, a agência ordenou que hospitais relatassem casos relacionados ao cigarro eletrônico para controle das autoridades.

Saúde

Há a suspeita de que as doenças estejam relacionadas a um óleo com altas concentrações de vitamina E em vapings com Cannabis, segundo a New York State Department of Health’s Wadsworth Center. Entretanto, a comunidade científica ainda busca entender o que está por trás do cigarro eletrônico e como ele está afetando o pulmão das pessoas, mas os resultados ainda são inconclusivos. Enquanto isso, diversos estados americanos buscam suspender a venda do produto.

A ideia de que eles seriam alternativas “saudáveis” ao cigarro convencional é negada pelso médicos. “É trocar seis por meia dúzia. A pessoa demora anos para desenvolver um tumor por causa do cigarro. No caso do vaporizador, minha paciente ficou doente depois de três meses de uso”, disse Thiago Bitar Barros, reumatologista do Hospital Sírio Libanês.

 

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Fotos: Foto 1: Reprodução/Wikimedia Commons Foto 2: Reprodução/Pixabay


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

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